“A minha filha é estudante universitária em Genebra (Suíça) e, por várias vezes, me informou sobre a forma, tribalistas e desrespeitadora, como funciona a Embaixada angolana”, conta ao Folha 8 uma cidadã devidamente identificada.

P erante tais alertas, a mãe da estudante deslocou-se à Suíça para “in loco” verificar os acontecimentos relatados pela filha.

Era tudo verdade. “Para tratar de um qualquer documento na Embaixada de Angola em Berna é um problema sério. Os funcionários praticamente não trabalham. São todos finos, arrogantes, mal educados e não sabem acolher um cidadão com o respeito que merecem. Além disso, por telefone dizem uma coisa e no local afirmam outra”, conta a nossa leitora.

“Para estes funcionários os documentos que são apresentados são sempre falsos porque, segundo eles, os angolanos que tenham nomes de origem Bakongo apresentam sempre documentos falsos. Razão? Os verdadeiros angolanos falam perfeitamente o português, pelo que quem fala mal o português não é angolano. Perante isso, são levados para interrogatório feito por um responsável da embaixada que é polícia”, conta esta angolana.

Além disso, diz, o próprio embaixador “criou grupos de informantes que fornecem as informações à Embaixada. Ninguém tem direito a contestar as ideias e as práticas do embaixador. Quem se atreve fica logo na lista negra”.

O embaixador Osvaldo Varela assume-se como um funcionário do MPLA e não, como seria esperado, um representante do país no estrangeiro e que, por isso, deve tratar todos os angolanos da mesma forma.

“Os angolanos na Suíça estão muito triste pelo comportamento deste senhores porque não ajudam em nada. A Suíça tem cerca de 8 000 angolanos residentes, mais só 4.500 estão registados na embaixada, isso tudo porque o actual embaixador não facilita o processo de registo. Muitos destes angolanos são refugiado e não têm como conseguir os documentos necessários”, conta a nossa leitora.

No entanto, explica , “quem é amigo do embaixador e militante do MPLA recebe o apoio total , mas quem não é não tem apoio necessário”. Por isso, acrescenta, “a solução é ser do MPLA”.

Como se isso não bastasse, “há funcionários da embaixada/MPLA que, particularmente, tratam de toda a documentação e facturam alto”.

“Eu acho que para ser atendido na Embaixada não deveria ser preciso ser militante do MPLA”, diz a leitora que, inclusive, já escreveu cartas, sem qualquer resultado, ao Governo de Luanda a denunciar estas práticas.

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