As compras de Portugal a Angola desceram 49,4% de Janeiro a Outubro, passando de 2,4 mil milhões de euros para 1,2 mil milhões de euros, fazendo a balança comercial melhorar para 1,3 mil milhões.

D e acordo com os últimos dados disponíveis no site da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), com base nos números do Instituto Nacional de Estatística, as exportações de Portugal para Angola subiram 2,4%, de 2,5 para 2,6 mil milhões de euros, o que, aliado à forte descida das compras de produtos angolanos, na sua esmagadora maioria petróleo, fez o saldo da balança comercial passar de 71,6 milhões para 1,362 mil milhões de euros.

Os últimos dados disponíveis no site da AICEP comprovam que foi a diminuição do preço do petróleo, nos últimos meses, que fez a diferença no saldo das relações comerciais entre os dois países-

A paragem técnica da refinaria de Sines e a descida do preço do petróleo, a par das “alterações de competitividade económica” do petróleo angolano, explicam a quebra das compras de Portugal a Angola até Setembro, diz a Galp.

Relativamente à quebra das compras de Portugal a Angola, que desceram 44,8%, de 2,1 para 1,1 mil milhões de euros, de Janeiro a Setembro, a Galp explicou que “adquire um cabaz de crude de diversas origens, sendo que as alterações de proveniência registadas em determinado período reflectem essencialmente as alterações de competitividade económica dos crudes de cada região face às alternativas existentes no mercado em cada momento”.

Além da “competitividade”, a Galp explicou também que nos primeiros nove meses de 2014, houve “dois outros factores que contribuíram de forma extraordinária para a diminuição das importações de crude, não só de origem angolana, como de todas as proveniências”.

O primeiro “foi a desvalorização das cotações do crude, o que faz com que essas importações caiam em valor”, em virtude de o preço médio do barril de petróleo ter descido quase 40% no ano passado.

A paragem técnica da refinaria de Sines durante perto de dois meses “também provocou uma diminuição na procura de crude por parte do aparelho refinador da Galp Energia”, conclui a petrolífera a propósito da quebra das importações portuguesas de produtos angolanos, e que são constituídas na quase totalidade pelo petróleo.

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