“Durante os últimos 8 meses tem-se vivido um clima de tamanha tensão por parte dos estudantes bolseiros do INAGBE, e a situação vem-se agravando mais ainda durante os 3 últimos meses devido a negligência, descuido e imprudência (irresponsabilidade) da instituição a cima referida”, afirmam os estudantes numa denúncia enviada ao F8.

E xplicam que “os estudantes bolseiros localizados na Ucrânia entraram no ano de 2015 atordoados, estão até ao momento a viver de favores”, pois “o director da mesma instituição (INAGBE),. Moisés Kafala Neto, juntamente com a sua equipa, nomeadamente Dr. Miranda (ex-director e actual chefe da equipe responsável pela nossa possível evacuação para a Rússia), Dr. Manuela (sub-directora), Dr. António Fernandes (chefe do sector estudantil na Federação Russa), Daniel Samba (financeiro do sector estudantil na federação Russa), Bibiano (financeiro do INAGBE) que já são visto por muito de nós como impiedosos (desumanos)”.

Isto acontece “pelo facto de os mesmo alegarem que já não se deve fazer o pagamento das universidades, lares (dormitórios), visto estudantil, seguro de saúde e até dos complementos da bolsa estudantil”.

“Os estudantes estão a passar fome, tudo isso devido ao fracasso que têm tido na Rússia no processo da possível evacuação dos estudantes da Ucrânia para a Rússia, esquecendo-se de que para nos mantermos aqui na Ucrânia é necessário regularizar incondicionalmente os pontos a cima referido e os complementos de Bolsa (subsídios) para a nossa sobrevivência que já há mais de três meses não nos é dado”, dizem os bolseiros angolanos.

Acrescentam também que “estão neste momento alistados pelas suas respectivas universidades uma série de estudantes para expulsão (salvo aqueles que têm os familiares com poder financeiro sólido), sem contar com os que já foram expulsos dos lares e agora encontram-se alojados em apartamentos de estudante por conta própria, mas vivendo num espaço que não é suficiente para albergar tantos e nem se quer dá para respirar em condições”.

“Desde Outubro do ano passado que está situação chegou a um extremo tal que se tornou insuportável”, dizem os nossos compatriotas.

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