O presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, afirmou hoje, sexta-feira, que o partido está determinado em continuar a dar passos com vista a aprofundar a democracia interna. Era bom. Talvez depois conseguisse compreender o que é a democracia externa, ou seja a que não existe no país.

José Eduardo dos Santos fez este pronunciamento ao discursar na abertura da 8ª sessão ordinária do Comité Central do MPLA que decorre em Luanda, tendo referido que só uma organização partidária fundada em princípios democráticos pode promover a democratização da sociedade em que está inserida.

O presidente (do MPLA) não disse, ma importa recordar, que em tempos afirmou – enquanto presidente (da República) que a democracia tinha sido imposta a Angola.

Eduardo dos Santos realçou que o MPLA tem demonstrado que é o principal impulsionador do processo democrático em curso no país, através das campanhas para organização da sociedade civil, entre outras acções.

Tem razão. Basta ver os enormes e mais recentes contributos de políticos como João Pinto ou Sérgio Luther Rescova, já para não falar em Bento Bento ou Bento Kangamba.

O presidente destacou a necessidade de se levar a cabo a reabilitação das estradas secundárias e terciárias com vista a facilitar a circulação de pessoas e bens, assim como apelou a uma maior atenção a população rural.

Isto é que é democracia. Trinta e nove anos de independência, 12 de paz total, no poder desde 1979, levam Eduardo dos Santos a mostrar-se agora com a população rural e com a circulação das pessoas. É obra.

José Eduardo dos Santos mencionou por outro lado a importância da municipalização dos serviços de saúde, os quais irão contribuir para a melhoria da qualidade de vida do povo.

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