Wow!!! Provocam, cada vez mais, uma risada geral as crónicas do Bolha & Bolor no pasquim oficial. Eles resolveram puxar dos galões de advogados da Empresa Kapiango Ilimitado (EKI), SARL (sociedade apoiante da repressão em Luanda), para opinarem sobre o caso Marquês e sobre a perseguição continuada do Ministério Público português contra Altos diGerentes angolanos.

Por Domingos Kambunji

S erá esta última paranóia suficiente para a mobilização geral com o objectivo de iniciarem outra Batalha do Kuíto-Carnaval, agora em Portugal?

Começamos por manifestar a nossa posição contra a violação do segredo de Justiça em Portugal. Pior do que isso só o conformismo e o servilismo a que se devota a sociedade de advogados EKI, gerida pelos ressabiados Bolha & Bolor, com o objectivo de impedir a violação a divulgação dos Segredos da Injustiça que crescem em Angola, em progressão geométrica.

O esclerosamento destes actores de estrumeira é cada vez mais evidente. O Ministro do Interror e Administração do Território angolano encontra-se incapacitado de enviar os Kaenches, num avião da TAAG, para Lisboa, afim de espancar o Ministério Público português. Nessa impossibilidade, resolveu mudar de estratégia e delegar as suas funções de ataque à sociedade EKI?

A EKI acusa o Ministério Público português, através da Procuradora Joana Marques Vidal, de “alimentar na comunicação social portuguesa autênticos julgamentos populares a titulares de órgãos de soberania angolanos. Se a estupidez pagasse imposto, o governo angolano receberia maiores receitas provenientes destas boçalidades da EKI do que todo o dinheiro oriundo das receitas, declaradas, da venda de petróleo. Os advogados da EKI, como não têm inteligência para mais, inventam estes rumores para desviarem a atenção do desvio descarado das verbas do Orçamento de Estado de Angola directamente para as contas bancárias dos seus patronos (já para não referir aquelas que passam por debaixo da mesa, nas negociatas no estrangeiro, da venda de recursos naturais de Angola).

Os advogados da EKI procuram efectuar a fuga para a frente, tentando demonstrar que os senhores feudais de quem são vassalos são todos muito honestos e patriotas. O mundo inteiro sabe que em Angola é proibido designar por Ladrões os Grandes Ladrões. Estamos todos avisados de que os Grandes Ladrões devem ser designados por Presidente, Generais, Ministros, Governadores Provinciais, Juízes, etc. Nós também sabemos que em Angola, abusivamente, aos moços que fazem fretes, tentando limpar e/ou disfarçar as vigarices do Reigime, deveremos chamar-lhes jornalistas, do JA, da TPA e da RNA.

Os advogados da EKI acusam as elites portuguesas de serem ignorantes. Nós entendemos que fazem parte das elites todos os indivíduos com uma formação académica e profissional superior, de elevada qualidade. Será que as nossas elites angolanas são mais bem formadas do que as portuguesas? Qual é a qualidade do nosso ensino universitário comparada com a qualidade das principais universidades portuguesas? Qual é a qualidade dos nossos hospitais, urbanismo, qualidade média de vida comparados com o que se verifica em Portugal, apesar deste país não se encontrar entre os mais poderosos e desenvolvidos do planeta? Qual é a qualidade das nossas estradas, comparada com as estradas de Portugal? Qual é a nossa posição na corrupção, comparada com a de Portugal, nas estatísticas mundiais? Os órgãos de informação e propaganda do Reigime angolano são recorrentes a criticar o “jornalismo” que se fazia durante o Estado Novo, obediente ao António de Oliveira Salazar. É muito estranha essa ambiguidade porque o que fazem nada mais é do que imitar os jornalistas que bajulavam o Salazar, numa campanha doentia para promoverem o Zédu e os seus kapangas mais directos.

Nas páginas do pasquim oficial de Angola nunca ninguém do Reigime será acusado, se viver no perímetro de segurança do palácio presidencial, de praticar a roubalheira descarada, que todos podem observar. Nós sabemos que aqui em Angola quem desviar grandes quantias do Erário Público, se for grande líder partidário da maioria, não é Ladrão, é um Grande Empresário.

Os advogados da EKI ouviram o “Mário Soares reagir, como um leão, à prisão injusta e injustificada de José Sócrates. Como é que eles sabem que essa prisão foi “injusta e injustificada”? Foram a Portugal? Tiveram acesso ao processo, e estão agora a violar o segredo de justiça?

Os advogados da EKI dizem que a Procuradoria-Geral da República de Portugal emitiu um comunicado onde revelou que foram detidos quatro cidadãos sob suspeita, mas apenas revelou o nome de José Sócrates”. Os advogados da EKI necessitam, urgentemente, de deslocarem-se a Portugal para serem observados por especialistas em serviços de oftalmologia e otorrinolaringologia porque, pelo que O Bolha e o Bolor demonstram, esses serviços médicos não funcionam bem aqui em Angola.

Os advogados da EKI acusam Portugal de fazer “justiça na rua”. Pensamos que são bastante exagerados. Nós temos uma certeza: os fuzilamentos do 27 de Maio foram planeados no Palácio Presidencial e executados na rua, sem recurso a tribunais.

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