O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, atribuiu hoje a “Ordem Samora Moisés Machel, 1º Grau” ao seu antecessor, Joaquim Chissano, pelos “actos excepcionais de coragem, sacrifício, solidariedade, empenho pessoal e dinamismo de direcção” ao serviço do Estado.

Em comunicado, a Presidência moçambicana indica que, além de Chissano, Presidente da República entre 1986-2004, Armando Guebuza agraciou com a “Ordem Samora Moisés Machel, 1º Grau”, Marcelino dos Santos, um dos fundadores da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder desde a independência, e Alberto Joaquim Chipande, conhecido oficialmente como o autor do “primeiro tiro” do início da luta contra o colonialismo português, a 25 de Setembro de 1964.

Com a mesma ordem foi também agraciado, a título póstumo, Sebastião Marcos Mabote, um histórico comandante da guerrilha da Frelimo na luta contra o colonialismo português, Mariano de Araújo Matsinha e Raimundo Pachinuapa, também quadros históricos do partido no poder.

Num outro comunicado, a Presidência da República refere que Armando Guebuza atribuiu a “Ordem Eduardo Chivambo Mondlane”, a mais alta Condecoração da República de Moçambique a Filipe Samuel Magaia, Bonifácio Gruveta Massamba, Oswaldo Assael Tazama e Daniel Assael Polela, todos a títulos póstumo, e a Eduardo da Silva Nihia, todos quadros históricos da guerrilha da Frelimo durante a luta contra o colonialismo português.

“A Ordem Eduardo Chivambo Mondlane é a mais alta Condecoração da República de Moçambique, criada com o objectivo de valorizar os actos e sacrifícios extraordinários consentidos na luta pela unidade nacional e libertação económica, social e cultural, contra o colonialismo e o racismo, pela paz, amizade, solidariedade e progresso da humanidade”, indica o comunicado.

O chefe de Estado moçambicano condecorou ainda 13 personalidades com “Ordem Militar 25 de Setembro, do 1º Grau” por “actos extraordinários de heroísmo, de abnegação, de valentia e coragem consentidos na Luta de Libertação Nacional”.

As distinções inserem-se no 50º aniversário do início da luta armada contra a dominação colonial portuguesa, a 25 de Setembro de 1964, que culminou com a conquista da independência nacional a 25 de Junho de 1975.

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