O hospital de atendimento a queimaduras em Luanda tem poucos médicos de cuidados intensivos, para atender à demanda naquela unidade hospitalar, catalogada como provincial, mas que recebe pacientes de todo o país.

A preocupação foi hoje manifestada por Lídia Bembi, directora do Hospital Neves Bendinha, face à época festiva que se aproxima e igualmente ao eventual aumento do número de casos de queimaduras.

Segundo Lídia Bembi, este ano o hospital já atendeu 459 pessoas, na sua maioria crianças, de famílias de baixo rendimento, cujas mães estão ausentes de casa à procura de sustento.

“Nesta altura, preparamos as enfermarias, dando alta aos doentes que já estavam aqui há já algum tempo com essa indicação de alta, para deixar vagas, porque nesta altura aumentam os traumatismos e as queimaduras”, disse a responsável, citada pela agência noticiosa angolana, Angop.

O hospital tem uma capacidade para internamento de 98 camas, o que se revela insuficiente para atender o elevado número de pacientes que acorrem àquela unidade hospitalar.

O corpo de médicos é composto por dez especialistas que atendem diariamente entre 18 a 20 pacientes, no banco de urgência.

Porém, a directora do hospital realçou que a assistência ao doente queimado requer muita atenção e há um défice de médicos para a área dos cuidados intensivos, pois os que existem trabalham apenas das 08:00 às 15:00.

“Precisamos de um especialista para atender as urgências e outro para fazer enxerto de pele”, apontou Lídia Bembi.

Para o próximo ano, está previsto um novo bloco operatório, porque o actual “é antigo e com o material muito velho”.

“A perspectiva é termos um bloco novo, pois já temos garantia de apoio em termos de aquisição de material, porque o que temos não tem respondido à demanda de doentes queimados e o reforço de médicos”, frisou a directora daquele hospital.

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