O MPLA realiza em Luanda, o seu V Congresso Extraordinário em que pretende fazer ajustamentos pontuais aos Estatutos, reflectir sobre a organização interna e reafirmar os princípios gerais da orientação política e ideológica.

P or outras palavras, mostrar aos que ainda têm dúvidas, que o MPLA é Angola e que Angola é o MPLA. Tem sido assim desde 1975, mas ultimamente têm aparecido meia dúzia de pseudo-angolanos a dizer o contrário e, como muito bem determina o “querido líder”, é preciso pô-los na linha dos… jacarés.

Segundo a agência de notícias do regime, a Angop, os delegados vão discutir as teses sobre “o melhoramento da vida interna do MPLA e a maior inserção do partido na sociedade”, bem como sobre “o MPLA e os desafios políticos-eleitorais”, numa perspectiva de consolidar a paz e o Estado democrático de direito.

Estado democrático e de direito segundo, entenda-se, a bitola do regime. E essa diz-nos que não existe no mundo um país mais democrático e impoluto do que o de José Eduardo dos Santos, tanto mais que ele é Presidente desde 1979, correspondendo a uma das mais elementares regras das democracias – nunca ter sido nominalmente eleito.

A Angop, ou seja o MPLA, refere ainda que a reunião do órgão máximo do partido governamental vai também avaliar o grau de estruturação interna, reforçar a unidade, coesão e o seu papel de liderança, enquanto formação política no poder. Em causa está a necessidade de manter o poder, no maior respeito pela democracia, durante mais 30 anos.

O V Congresso Extraordinário do MPLA é tido como o maior de sempre em termos de participação, devendo reunir mais de dois mil delegados de todas as províncias do país. Em bom rigor, delegados são cerca de 21 milhões. Mas por questões logísticas foram apenas credenciados dois mil.

Contributo decisivo para o anunciado sucesso deste congresso será dado pela JMPLA que, mais uma vez, continuará a trabalhar em prol do crescimento da organização, na perspectiva de manter-se firme e intransigente na defesa dos ideais do MPLA e do seu “querido líder”, José Eduardo dos Santos.

A determinação foi reiterada, em Luanda, pelo seu primeiro secretário provincial, Tomás Bica Mumbundo, em declarações à Angop, a propósito dos renovados desafios que se colocam à juventude angolana, num momento singular para o país, que exige a sua disponibilidade e participação nos esforços tendentes ao desenvolvimento.

“Continuaremos determinados a defender os princípios e valores que visam a manutenção das conquistas já alcançadas pelo Povo angolano, desde os primórdios da nossa luta, transmitindo as novas gerações quanto custou a liberdade”, sublinhou o pioneiro da JMPLA.

No Huambo, província habitada por cidadãos angolanos que não agradam muito ao regime, os militantes do MPLA foram instados a elevarem o sentimento patriótico, de forma a preservar a paz, e assim contribuírem para a estabilidade macro-económica sustentável que a região regista.

A exortação foi proposta pelo primeiro secretário local do partido que governa Angola desde 1975, Kundi Pahiama, para quem é indispensável a elevação do espírito de patriotismo e a preservação da paz, alcançada em 4 de Abril de 2002.

Kundi Paihama, também governador do Huambo, reafirmou a necessidade de não se confundir o interesse colectivo, mais sagrado, e o pessoal, caracterizado pela intriga, calúnia e confusão.

Assim sendo, disse que os militantes do MPLA, na província do Huambo, têm a responsabilidade de servirem de modelo de comportamento à sociedade.

Na sua intervenção, solicitou aos membros, amigos e simpatizantes do MPLA mais união e coesão, para o alcance dos objectivos preconizados, mormente relativos ao processo de revitalização das estruturas do partido e o processo orgânico, a culminar com a realização deste V Congresso Extraordinário.

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