O Governo angolano, do MPLA há quase 51 anos, anunciou hoje um investimento superior a 200 milhões de euros para levar electricidade a mais de meio milhão de habitantes das províncias de Luanda e Icolo e Bengo.
A autorização da despesa para reforço da rede eléctrica consta de um despacho presidencial assinado pelo Presidente do MPLA nas vestes, por inerência, de Presidente República e igualmente Titular do Poder Executivo, general João Lourenço, divulgado hoje.
O chefe de Estado (não nominalmente eleito) autorizou “uma despesa de 201,2 milhões de euros para a execução da primeira fase do Projecto de Expansão da Rede Eléctrica das províncias de Luanda e Icolo e Bengo”.
O investimento, segundo informação do Governo, “prevê a electrificação de mais de 125 mil habitações e (vai) beneficiar mais de 500 mil habitantes”.
O despacho presidencial contempla, nesta primeira fase, as obras do Lote A, que abrange as localidades do Porto Seco, Funda, Polo Industrial de Viana, Zona Verde e Mundial, de acordo com a informação divulgada.
Nesta empreitada está prevista a construção de três novas subestações com capacidade de 80 MegaVolt (MVA) cada e a ampliação da subestação do Polo Industrial de Viana, com a instalação de um novo transformador de 40 MVA. O reforço representará “um acréscimo de aproximadamente 280 MVA de potência nominal instalada de transformação”.
A intervenção abrange 103 quilómetros de infra-estruturas eléctricas, incluindo a construção de 55 quilómetros de linhas aéreas de alta tensão, a 60 Kilovolt (kV), e a modernização de 48 quilómetros de linhas aéreas de média tensão, a 30 kV.
O projecto será adjudicado através da “abertura de um procedimento de contratação simplificada”, segundo o Governo de Angola, que justifica o critério “em razão de financiamento externo”.
O novo investimento será inscrito no Programa de Investimento Público do Orçamento Geral do Estado e ficará sob a tutela do ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.
