O director-geral da Corporação Financeira Internacional (IFC), Makhtar Diop, anunciou que a instituição já mobilizou cerca de mil milhões de dólares em investimentos em Angola, destacando o reforço da cooperação com o país nos sectores financeiro, agrícola, das pequenas e médias empresas e das infra-estruturas.
A informação foi avançada esta terça-feira, em Luanda, à margem do Africa Financial Summit 2026 (AFIS), durante uma discussão sobre os investimentos e o progresso das actividades do Grupo Banco Mundial em Angola.
Segundo Makhtar Diop, o volume de investimento representa um avanço importante na presença da IFC no mercado angolano, estando a instituição a trabalhar na identificação de novas oportunidades para ampliar o financiamento ao sector privado.
Entre as áreas prioritárias, o responsável destacou o sistema financeiro, o apoio às pequenas e médias empresas e o desenvolvimento da agricultura, sectores considerados relevantes para a diversificação da economia nacional.
O director-geral da IFC fez igualmente referência aos investimentos associados ao Corredor do Lobito, sublinhando o potencial da infra-estrutura para impulsionar actividades empresariais que vão além do transporte de recursos minerais.
De acordo com Makhtar Diop, a instituição pretende apoiar empresas que possam utilizar o corredor para transportar produtos agrícolas (certamente importados já que a produção nacional ainda está longe dos valores anteriores à independência) e outras mercadorias, contribuindo para o desenvolvimento de cadeias de valor e para a dinamização da actividade económica ao longo da rota logística.
Questionado sobre as empresas angolanas que poderão beneficiar de novos acordos de financiamento, o responsável mencionou contactos com entidades dos sectores bancário, agrícola e pecuário… se possível que tenham um pré-acordo de aprovação de quem manda no país, o MPLA há quase 51 anos.
Makhtar Diop revelou ainda que estão previstas reuniões com operadores do sector agrícola, na sequência de indicações (ora aí está!) do ministro responsável pela Coordenação Económica, com o objectivo de avaliar novas possibilidades de investimento do Grupo Banco Mundial, através da IFC.
O responsável destacou, neste contexto, o interesse em ampliar a participação do sector privado no desenvolvimento económico de Angola, através de investimentos que promovam a produção nacional, a criação de empresas e a diversificação das actividades económicas, tal como o MPLA sistematicamente promete e não cumpre.
A participação da IFC no AFIS 2026 enquadra-se no reforço do diálogo entre o Governo do MPLA, instituições financeiras internacionais e investidores privados, num contexto em que Angola procura atrair capital para sectores estratégicos da economia.
