Os angolanos têm estado a assistir impávidos e serenos a maioria dos dirigentes do regime no poder a roubar, os recursos naturais e financeiros do país. Um roubo à céu aberto… Desde 1975. 50 (cinquenta) anos + 7 (sete) meses, o MPLA teve o mérito de, premeditada e dolosamente, assassinar o desenvolvimento agro – industrial, herdado da ex-província ultramarina de Angola.
Por William Tonet
Do café, sisal, arroz, farinha de peixe, sal, feijão, milho, algodão, o pedestal internacional, nos acolhia.
As fábricas se multiplicavam e a fome, não atingia níveis de indigência, muito pela robustez da produção agrária. O gado bovino, caprino, bovino, aliado a criação de galinhas, patos e outras aves garantiam a subsistência alimentar. Até dos pretos pobres colonizados.
Mas, num de repente, a terra que transformava muitas das suas riquezas, internamente e exportava, orgulhosamente, para o mundo, passou a importador. Crónico, fruto de um acordo secreto e espúrio, com países ocidentais e forças políticas da extrema direita, que advoga(va)m a continuidade do colonialismo, por outras vias, através de anti -nacionalistas, alcandorados ao poder.
Portugal, antiga potência colonizadora e o ocidente, nunca esteve (estiveram) preocupado(s) com a boa gestão da coisa pública, gestão rigorosa e manutenção do desenvolvimento herdado. Pelo contrário, não lhes importa, no todo, que os negros assimilados e complexados, seus capachos, fossem (sejam) capazes de manter ou superar os ganhos do período colonial.
Retrocesso é a meta a atingir… Descontrolar a res publica é o objectivo final.
A destruição dos sistemas de Educação e Saúde, expandindo a burralização, para prejuízo da maioria pobre, foi previamente programada.
Verdadeiro pacto satânico…
DEMOCRACIA DOS MINERAIS GARANTE DITADURAS
As eleições são uma farsa. Têm sido. Sempre! Desde as independências materiais (Angola em 1975) onde negros complexados, inspirados pela manutenção da língua e cultura colonial, antigos chefes de postos, flechas da PIDE (Polícia política de Salazar) ou falsos revolucionários foram colocados no poder, para continuar a explorar a maioria preta e as etnias nacionalistas.
Por essa razão, assistimos e assistiremos, também, muito provavelmente, em 2027, as organizações ocidentais e seus observadores a polir a fraude e batota eleitoral, estimulando, preteritamente a alteração e adulteração das leis eleitorais, aprovadas por uma maioria parlamentar, indiferente a pluralidade.
A instrumentalização informática pela INDRA (empresa espanhola de credibilidade e idoneidade duvidosa, mas exímia na fraude e consagração de ditaduras) dos votos dos cidadãos a favor de um dos contendores.
Clara demonstração, de não haver uma aposta na democracia participativa, livre, secreta e transparente, igual a implantada no ocidente.
Para a manutenção das vantagens económicas e continuidade da exploração das matérias-primas, Portugal e o ocidente, defendem para Angola e África a democracia dos minerais. O que é isso? É um conceito político – económico e jurídico, que significa (na minha opinião) a concessão indecorosa, traiçoeira, anti -patriótica por parte de líderes de um país, antiga colónia, a ex-Metrópole e ao ocidente o domínio exclusivo da exploração das matérias-primas, a baixo custo e o controlo do sistema financeiro, em troca da garantia de os manterem no poder…
Podem cometer assassinatos selectivos de opositores, genocídios de grupos políticos, étnicos, como o “holocausto” do 27 de Maio de 1977, assassinatos pós eleitoral de 1992, Monte Sumi, Kafunfu, Sexta Feira Sangrenta, que o ocidente de forma cúmplice, apoiou, calou, apoia e bate palmas a ditadura e aos ditadores.
Por esta razão, a nostalgia atinge, mais, quem atravessou a ponte entre os anos 60/80, pela abismal diferença entre a Angola, província ultramarina de Portugal, em franco desenvolvimento, e Angola país proclamado independente, desde 1975, pelo MPLA, em claro retrocesso. A terra está no abismo.
CORRUPÇÃO MULTIPLICOU CORRUPTOS
O Presidente João Lourenço prometeu combater a corrupção. 2017. Reuniu palmas e solidariedade…
Mas, na esquina do poder, desviou-se da inicial promessa.
Maioria traída. Completamente!
Comprometeu-se, voluntariamente, na tomada de posse, diante da presidente do Tribunal Constitucional e da parada militar intimidatória, algemar o peculato.
Colocado nos corredores do Palácio da Colina do Sol, inaugurou a autoestrada do absolutismo, institucionalizando o peculato partidocrata.
Os dirigentes do MPLA, partido no poder e o capital estrangeiro, aliados indefectíveis do chefe, têm carta branca para desbaratar o tecido sócio – económico.
Fazem-no, na perfeição danosa…
Os empresários endinheirados do sistema, os políticos/amigos do presidente, a maioria dos magistrados e um grande número de legisladores, não temem a legislação.
Eles fazem e aprovam leis e impostos dolosos, cobrados pela AGT, que protegem os seus interesses e negócios, prejudicando os pobres, desempregados e discriminados. A maioria dos dirigentes, no poder, desbaratam, sem pudor, os bens e finanças a sua guarda, confiantes do acto ilícito, sendo amigos do presidente não ser enquadrado, junto da PGR, no preceito peculato…
Tudo por um governador, politicamente identificado, que rouba do Estado, para investir no partido, onde é, cumulativamente, primeiro secretário tem protecção presidencial.
O acto é enquadrado como peculato partidocrata, não consagrado como crime… pela cartilha jurídica de dirigentes “mafiosos” enquadrados no MPLA.
O rosto mais visível e que corporiza o preceito é o amigo Luís Nunes, ex-governador na Huíla, Benguela e agora, Luanda. É empresário da empresa de construção civil, OMATAPALO, autorizada a fazer contratos consigo próprio, em todos os lugares, onde exerce as funções de governador e 1.º secretário do MPLA.
A PGR dá-lhe cobertura partidocrata, por orientação do chefe grande.
Recorde-se que João Lourenço, em 2018, teria ofendido e acusado, publicamente, o mentor e indicador, para o cargo, José Eduardo dos Santos dos crimes de nepotismo, pela nomeação de filhos, na SONANGOL, Fundo Soberano, TPA.
JES, ainda em vida, ouviu o seu sucessor, acusá-lo a partir da antiga capital colonial – Lisboa, diante do presidente português, pejorativamente, de marimbondo, com todos prejuízos reputacionais, daí inerentes.
Mas, caricatamente, na esquina do vento, a partir das suas entranhas, tornou esse princípio jurídico, uma verdadeira instituição. Mais dolosa e danosa.
O irmão, Siqueira Lourenço foi nomeado, duas vezes, para chefe adjunto da Casa Militar da Presidência da República. O general- mano, manda e desmanda, bélica e financeiramente, sem qualquer limite…
A filha Cristina Lourenço nomeada para a liderança da BODIVA, a nível de balanço e eventuais desvios no exercício de funções da rés pública, age sem qualquer escrutínio, na venda de património público…
O nepotismo, agora é mais descarado e multiplicado, que ontem.
Por isso, todos os dias a banca comercial, com link pelo BNA (Banco Nacional de Angola) vê esvair, ilicitamente, para contas privadas de altos dignitários, no ocidente, mais de 22 milhões de dólares, que deveriam servir os 20 milhões de autóctones pobres, que vegetam a fome e pobreza.
Nos últimos 10 anos, a transumância do sonho dos empreendedores angolanos, desagua na triste realidade de a soberania económica estar, por decreto presidencial, sob controlo exclusivo de especuladores ocidentais, asiáticos e fundamentalistas islâmicos.
