Os chefes de Estado do Equador, Alemanha, Singapura, Jordânia e Etiópia propuseram uma aliança global que consideram necessária para combater a pandemia da Covid-19, anunciou hoje o gabinete do Presidente equatoriano, Lenín Moreno. Hoje, em Angola, 68% da população é afectada pela pobreza, a taxa de mortalidade infantil é das mais altas do mundo, apenas 38% da população tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico.

“D evemos formar uma verdadeira aliança global para mobilizar o esforço humano e a solidariedade na luta contra o coronavírus”, pode ler-se na declaração principal de uma nota intitulada “Cinco líderes mundiais: não é hora para lutas geopolíticas”, escrita por Frank-Walter Steinmeier, Presidente da Alemanha.

O documento foi escrito em co-autoria com o governante equatoriano e as suas homóloga de Singapura, Halimah Yacob, e da Etiópia, Sahle-Work Zewde, além do rei Abdullah II, da Jordânia, como se refere no comunicado de imprensa divulgado pela presidência equatoriana.

No artigo, publicado no jornal britânico Financial Times, os autores pedem ao mundo um combate efectivo à Covid-19, derrubando as barreiras que impedem a troca de conhecimentos e a cooperação global.

A iniciativa procura sensibilizar todos os que possam colaborar na construção de uma resposta mundial perante o avanço da pandemia causada pelo novo coronavírus.

“O conhecimento partilhado e a investigação acelerada liderada por uma rede global de cientistas vão fornecer (…) a resposta final às nossas dificuldades actuais”, referem os autores, sublinhando a importância da medicina moderna para derrotar pragas através de terapias e vacinas.

Esta nova aliança, consciente que “depois da crise as sociedades não serão iguais, tal como o mundo”, assenta em quatro objectivos.

Um desses objectivos é acelerar a investigação e desenvolvimento de tratamentos e vacinas através de ciência aberta e transparente, com financiamento muito superior e que assegure a rápida produção e outro compra e distribuição de kits de teste e equipamentos médicos essenciais para todos.

Outros são aumentar a produção e assegurar a distribuição justa e equitativa de futuros tratamentos e vacinas a todos os lugares do mundo, incluindo populações vulneráveis, e articular os imensos benefícios para que esses tratamentos e vacinas se tornem um “bem público global”.

Na carta, as autoridades saúdam o compromisso dos líderes do G20 e apoiam o apelo humanitário do Secretario Geral das Nações Unidas, mas ressalvam que “nenhuma entidade mundial cobre os elementos médicos, económicos e políticos necessários para produzir uma vacina para todos os que precisam”.

Nesse sentido, apontam que o caminho deve ser construído sob o trabalho da Organização Mundial de Saúde (OMS) e pedem ao Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI), Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, cientistas e às empresas farmacêuticas privadas, entre outras, para unirem esforços e criar uma aliança global.

Os autores da iniciativa reconhecem que a “aliança das múltiplas partes não será fácil de construir ou gerir”, mas estão convencidos que este é o momento de tentar.

O apelo conclui vincando que, diante do coronavírus, todas as pessoas no mundo são igualmente vulneráveis e que “todos devem trabalhar juntos para o vencer”.

Por esse motivo, afirmam, é necessário “internacionalizar o desenvolvimento, a produção e distribuição de tratamentos e vacinas”, porque só combinando o conhecimento e esforços, se vai encontrar uma solução.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil. Dos casos de infecção, pelo menos 172.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a OMS a declarar uma situação de pandemia.

E no reino do MPLA…

João Melo, ex-ministro da Comunicação Social do MPLA disse: “Salvo situações pontuais, o que os jornais fazem não é jornalismo, mas campanha. Para que o jornalismo de língua portuguesa contribua para o fortalecimento entre os povos, basta ser jornalismo, em vez de activismo, propaganda ou policiamento”.

De facto essa coisa de dizer, embora seja verdade, que João Lourenço esbanja para seu proveito próprio (e respectivo séquito bajulador) dinheiro que é tirado do erário público, enquadra-se no crime contra a segurança do Estado/MPLA.

Crime é igualmente dizer, embora seja verdade, que a Angola de João Lourenço é um dos países mais corruptos do mundo e um dos líderes mundiais da mortalidade infantil.

Crime é igualmente dizer, embora seja verdade, que na Angola de João Lourenço 68% da população é afectada pela pobreza, que a taxa de mortalidade infantil é das mais altas do mundo, que apenas 38% da população tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico.

Crime é igualmente dizer, embora seja verdade, que na Angola de João Lourenço apenas um quarto da população tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade, que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos.

Crime é igualmente dizer, embora seja verdade, que na Angola de João Lourenço 45% das crianças sofrem de má nutrição crónica, sendo que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos, que a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens, ou seja, o cabritismo, é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos.

Crime é igualmente dizer, embora seja verdade, que na Angola de João Lourenço o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder.

A paciência tem limites

Recordar-se-á João Lourenço que o seu partido/Estado garantiu que “o propósito do seu Governo era materializar o estabelecido nos instrumentos jurídicos, nacionais e internacionais, aplicáveis à protecção e à promoção dos direitos inalienáveis da pessoa humana e da criança em particular”?

Como anedota até não está mal. Mas a questão das nossas crianças, dos desprotegidos, dos pobres não se coaduna com os histriónicos delírios de um regime esclavagista que nos trata como coisas.

O Governo de João Lourenço, tal como o de José Eduardo dos Santos, é signatário da Convenção sobre os Direitos da Criança e por isso Angola adoptou e incorporou na legislação nacional os princípios estabelecidos naquele instrumento jurídico internacional, no que diz respeito à garantia da sobrevivência e ao bem-estar das crianças.

Assinar convenções, o governo assina, não é senhor general João Lourenço? Cumpri-las é que é uma chatice. Por alguma razão, por cada 1.000 nados vivos morrem em Angola 156,9 crianças até aos cinco anos, apresentando por isso uma das mais altas taxa de mortalidade.

O Governo garante que tem adoptado medidas administrativas, legislativas e de outra natureza, com vista à implementação dos direitos da Criança universalmente reconhecidos e plasmados na Constituição da República, sem distinção de sexo, crença religiosa, raça, origem étnica ou social, posição económica, deficiência física, lugar de nascimento ou qualquer condição da criança, dos seus pais ou dos seus representantes legais.

Muito gosta o regime de João Lourenço de gozar com a nossa chipala, fazendo de todos nós um bando de malfeitores matumbos. Como se não soubéssemos que as nossas crianças são geradas com fome, nascem com fome e morrem, pouco depois, com fome. Isto, é claro, enquanto o rei-presidente do reino do MPLA, aterra nas Astúrias a bordo de “um avião de 320 milhões, com um luxo jamais visto na região, e um séquito gigante”.

“Angola registou avanços consideráveis com o estabelecimento de um quadro legal de referência para a promoção e defesa dos direitos da criança em vários domínios, designadamente com a adopção da Lei sobre a Protecção e Desenvolvimento Integral da Criança, que incorpora os princípios da Convenção dos Direitos da Criança e da Carta Africana e os 11 Compromissos para a Criança, que se constituem, de facto, no núcleo de uma agenda nacional para a criança angolana”, lê-se num dos documentos que acompanharam João Lourenço nesta luxuosa e nabalesca viagem à Europa.

O Governo do reino nababo afirma igualmente que a materialização dos Planos de Reconstrução e Desenvolvimento Nacional, associados às Políticas e Programas de Protecção Social, têm favorecido a melhoria das condições de vida da população e, consequentemente, das crianças angolanas.

Será por isso, senhor general e emérito Presidente João Lourenço, que a esperança média de vida à nascença em Angola cifrou-se nos 52,4 anos, apenas à frente da Serra Leoa, com 50,1 anos?

Diz o regime de João Lourenço que, apesar das condições conjunturais difíceis por que passa a economia nacional e internacional, o Governo vai continuar a desenvolver esforços significativos para reconstruir os sistemas e infra-estruturas sociais, para aumentar a oferta, cobertura e qualidade dos serviços de saúde materno-infantil, para a expansão da educação e para a implementação dos programas de vacinação, de água potável e saneamento, a fim de se verificarem progressos substanciais no Índice de Desenvolvimento Humano.

Convenhamos, por último, que João Lourenço apenas está a fazer o que sempre fez, embora agora tenha todos os poderes. Ou seja, preocupar-se com os poucos que têm milhões para que tenham mais milhões. Quanto aos milhões que têm pouco ou nada, que aprendam a viver sem… comer.