Aqueles que me conhecem bem sabem que nunca fui de morder a minha própria língua só para não dizer aquilo que penso, seja em qualquer circunstância e momento da minha vida. Perguntem ao Reginaldo Silva, Mateus Morais de Brito Júnior, Liras, Mateus Figueiredo e outros tantos que se constituíram, para mim, verdadeiros professores, pois com eles aprendi muita coisa sem gastar um tostão.

Por Fernando Vumby

Hoje, a forma como escrevo, encaro o mundo, as pessoas que me rodeiam e outras tantas coisas é graças aqueles profissionais, que já tinham uma visão mais ampla do que a minha.

Nunca fui aluno de qualquer universidade angolana, antes estudei na Missão Católica do Cazanga e, depois, no Seminário Maior de Luanda, mesmo tendo a certeza de que nunca daria em padre…

Noutro extremo, reconheço, nunca tive pinta, veia, não sou, nunca fui e jamais serei, jornalista, mas tenho e sempre tive um grande orgulho e privilégio em relacionar-me com jornalistas de renome como Reginaldo Silva, William Tonet, Rafael Marques e Ilídio Manuel, por exemplo.

Este último com quem vivenciei momentos de muita alegria, quando esteve em terras germânicas, por isso, jamais se apagarão da minha memória.

Folha 8 & William Tonet

Se há um jornal que gosto de ler, chama-se Folha 8, por ser, para mim, o mais poderoso e influente do país, face à frontalidade e linha editorial, cuja influência, se ampliou muito pelo site na internet, que já atinge, cerca de 15 milhões de usuários em quase todo mundo onde se fala português.

Por outro lado, a coluna de William Tonet tem sido uma das maiores atracções, por despertar muita atenção, pela forma audaz dos seus escritos.

O editorial de Orlando Castro também tem sido de grande realce e valoriza, também, este jornal, que não perco uma única edição sequer.

E digo isso sem pretensão de qualquer favor ou bajulação, pois não conheço pessoalmente William Tonet, nem mesmo enquanto vivi em Angola, até 1981, mas mesmo sem o ver quando escreve e faz as suas análises criticas, impressiona-me de tal maneira, que me deixa a sensação de ser uma pessoa com bastante humor, pelo jeito espontâneo, das críticas, muitas, amargas e sem medo, que se aproximam com muito do pensamento de um grande público.

Por esta razão pela sua versatilidade, William Tonet, para mim, é mesmo aquele tipo que tem o coração na boca que admiro bastante.

Continuarei.

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