Angola (sob o messiânico e divino comando de João Lourenço) deve continuar a desempenhar um papel relevante em África, priorizando o estabelecimento e o aprofundamento de relações bilaterais com os países limítrofes e com os das regiões austral e central, defendeu este sábado o MPLA.

Num comunicado alusivo às celebrações do 56º Dia de África, que este sábado se celebra no continente, o MPLA, partido no poder em Angola desde a independência, em 1975) realça que o país deve, sobretudo, “contribuir para a eliminação definitiva dos focos de tensão e dos conflitos”.

O partido liderado por João Lourenço, igualmente Presidente da República (não nominalmente eleito) e Titular do Poder Executivo, destaca o papel que Angola tem tido na procura da pacificação dos conflitos na região dos Grandes Lagos, no Golfo da Guiné e no norte do continente, defendendo também uma maior aposta na juventude, “os mais importantes factores de desenvolvimento”.

“A par disso, o MPLA exorta o Governo angolano a trabalhar sempre para garantir uma maior presença angolana no sistema da União Africana (UA) e nas organizações regionais, onde é um dos maiores contribuintes orçamentais, o que significa uma aposta contínua na formação académica, profissional e em línguas e no acompanhamento patriótico de jovens angolanos, para as campanhas de inserção diplomática nessas instituições”, lê-se no comunicado.

No documento, o MPLA considera que, sendo África o continente menos desenvolvido economicamente com menor capacidade para satisfazer as necessidades básicas das suas populações, os países africanos precisam de dotar-se de competências para inverter a situação. Estaria a pensar nos 20 milhões de angolanos pobres? Hum! Não. A fazer fá nos resultados de um partido que está no Poder desde 1975, as preocupações são com os (seus) poucos que têm milhões e não com os milhões que têm pouco… ou nada.

“[Para tal, tem de] atrair para si o que há de melhor no Mundo, como o conhecimento, os avanços da ciência e da tecnologia, o investimento e a habilidade para transformar localmente as suas matérias-primas”, acrescenta, reeditando uma estratégia que já é conhecida há 44 anos.

Nesse sentido, o MPLA reitera a “firme disposição” de continuar a apoiar o Executivo “na luta para consolidar o papel de Angola no contexto africano”, tendo como base o interesse nacional, “difundindo a visão estratégica de Angola sobre o continente, os seus constrangimentos, os aspectos que devem ser revistos e os que podem ser corrigidos e melhorados”.

Oficialmente, em Angola, a efeméride é celebrada ao princípio da noite com uma cerimónia no Museu de História Militar (Fortaleza de São Miguel), à Cidade Alta, em Luanda, presidida pelo secretário de Estado para as Relações Exteriores, Tété António, em representação do ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

O acto conta com a presença do decano dos embaixadores africanos acreditados no país, o embaixador argelino Labri Latroch, a que seguirá um momento de degustação de pratos típicos de países africanos, apresentados pelas embaixadas acreditadas em Angola, completado por um ambiente de animação cultural.

As teorias do (messiânico e divino) Presidente

Na entrevista que em Novembro de 2018 deu ao jornal português Expresso, João Lourenço afirma que conseguiu o milagre de ter feito muito nos 13 meses em que, na altura, levava no comando do país. É verdade. Em tão curto espaço de tempo já tinha conseguido pôr os rios a correr para o… mar.

“Eu exerço este cargo há exactamente 13 meses, portanto, exigir do meu Executivo muito mais do que temos vindo a fazer, não parece justo nem realista sequer”, disse João Lourenço, acrescentando que “não há milagres, mas mesmo assim já conseguimos o ‘milagre’ de termos feito muito em pouco tempo”.

De facto, o conceito de milagre não é recente no MPLA: “Não há milagres para inverter o actual quadro económico e social de Angola. Há trabalho reservado para todos angolanos e para os estrangeiros que escolheram o nosso país para viver ou para investir e trabalhar”.

Quem disse isto? Nada mais, nada menos, do que Luísa Damião, hoje vice-presidente do MPLA, no Congresso do Partido Comunista Português, a 4 de Dezembro de 2016, em Almada, e que então representava o MPLA, na versão José Eduardo dos Santos.

Seja como for, mantendo a mesma linha do seu antecessor, desde logo porque como José Eduardo dos Santos não foi nominalmente eleito, João Lourenço está a revelar-se um verdadeiro messias, um autêntico D. Sebastião africano e negro.

Na altura, ao fim de 13 meses, era já possível afirmar com toda a certeza e segurança, adaptando a cartilha do MPLA, que João Lourenço “soube liderar com bastante perspicácia” a luta pela libertação, registando já como legado a independência do país do jugo colonial português. Isto para já não falar da libertação de África, do fim da escravatura no mundo e da democratização da Coreia do Norte.

Nesses meses o mundo teve de reconhecer o papel único de João Lourenço, tanto em Angola como em África e até nos restantes continentes. Esperemos que, em breve, a Academia Sueca não se esqueça de lhe atribuir um Prémio Nobel. Qual? Tanto faz. Modesto como é, aceitará com certeza qualquer um.

Acresce que se o excluírem, ou esquecerem, a revolta vai instalar-se no regime e as repercussões mundiais serão graves. Todos sabemos que quando João Lourenço espirra, o mundo apanha uma grave pneumonia. O MPLA através dos impolutos órgãos de comunicação social do regime, vai com certeza – se acaso ela se esquecer – declarar a Academia Real Sueca “persona non grata”, prevendo-se a promulgação de um decreto, com efeitos retroactivos, em que se corta todo o tipo de relações com aquela instituição.

Todo o mundo já sabe, ou devia já saber, que João Lourenço foi a figura africana de 2018 e, certamente, a figura mundial em 2019. Ou será que exonerar Isabel dos Santos e Carlos Saturnino de PCA da Sonangol não conta?

Todos sabemos que um Prémio Nobel para o presidente seria o mais elementar reconhecimento de que João Lourenço é “o líder de um ambicioso programa de Reconstrução Nacional”, que a “sua acção conduziu à destruição do regime de “apartheid”, tem “um papel de primeiro plano na SADC e na CDEAO”, que “a sua influência na região do Golfo da Guiné permite equilíbrios políticos”.

Como escreveu o órgão oficial do regime, “Angola já foi um país ocupado por forças estrangeiras, se por hipótese hoje Angola fosse a Líbia, o país estava novamente a atravessar um período de grande instabilidade e perturbação. Mas como o tempo não recua, Luanda é uma cidade livre”. E tudo graças a quem? A quem? Ao MPLA e a João Lourenço, obviamente.

A Academia Sueca parece, contudo, esquecer pontos fundamentais:

“O Presidente João Lourenço não governa. Ele é o líder de um povo que teve de enfrentar de armas na mão a invasão de exércitos estrangeiros e os seus aliados internos”;

“Ele foi o líder militar que derrubou o regime de “apartheid”, o mesmo que tinha Nelson Mandela aprisionado e só aceitou depor as armas quando a Namíbia e a África do Sul foram livres e os seus líderes puderam construir regimes livres e democráticos”;

Foi graças a João Lourenço que Portugal adoptou a democracia, que a escravatura foi abolida, que D. Afonso Henriques escorraçou os mouros, que Barack Obama foi eleito e que os rios passaram a correr para o mar.

Na realidade, o divino carisma de João Lourenço tornou-o o mais popular político mundial, pelo menos desde que Diogo Cão por cá andou. Tão popular que bate aos pontos Nelson Mandela, Martin Luther King e até mesmo Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi.

E, é claro, João Lourenço nada tem a ver com o facto de Angola ser – entre muitas outras realidades – um dos países mais corruptos do mundo, de ser um dos países com piores práticas democráticas, de ser um país com enormes assimetrias sociais, de ser o país com um dos maiores índices de mortalidade infantil do mundo.

Escrever sobre João Lourenço, abordando tanto a sua divina e nunca vista (nem mesmo pelo Vaticano) qualidade de Presidente da República como a de simples, honrado, incólume, impoluto, honorável e igualmente divino cidadão, tem tanto de fácil como de complexo.

Fácil, porque se trata de uma figura que lidera o top das mais emblemáticas virtudes da humanidade, consensualmente (desde a Coreia do Norte à Guiné Equatorial) aceite como possuidora de uma personalidade até hoje acima de qualquer outra, forte, férreo e de novo divino carisma que o torna o mais popular político mundial.

Não admira, pois, que seja considerado com toda a justiça não só o grande pai da nação do MPLA, de África, do Mundo e de tudo o mais que se vier a descobrir nos próximos séculos.

A complexidade de se escrever sobre ele resulta, afinal de contas, da soma dos factores que o tornam unanimemente como a mais carismática, impoluta, honorável divina etc. etc. etc. figura da história da humanidade.

Quem com ele convive reconhece-lhe o mérito de, ao longo dos anos, se ter mantido fiel a si mesmo, mostrando já desde pequeno (talvez até mesmo antes de nascer) a sua faceta de futuro cidadão carismático, impoluto, honorável, divino etc. etc. etc. figura da história da humanidade.

Dizem os muitos milhões de amigos que tem espalhados por todo o universo conhecido, que sempre foi amigo dos seus amigos, que nunca esqueceu de onde veio e muito menos de onde nasceu e com quem conviveu nos bancos da escola.

Sempre disponível para ajudar quem a si recorre nas mais variadas circunstâncias, como podem comprovar os mais de 20 milhões de angolanos pobres, João Lourenço é o rosto da generosidade, da determinação, do carisma que caracterizam um ser impoluto, honorável, divino etc. etc. etc. figura da história da humanidade.

Mas há mais. Para além da sua faceta enquanto cidadão carismático, impoluto, honorável, divino etc. etc. etc. e figura da história da humanidade, é igualmente um homem (talvez o único) de paz e de uma só palavra, discreto a ponto de se recusar a dar ordens para que seja escolhido como vencedor do Prémio Nobel, preferindo passar os louros da sua excelsa, impoluta e honorável governação para os seus colaboradores.

A sua dedicação à família, caso a merecer estudo científico por ser único desde a pré-história, é assumida sem grande alarido, mas com uma total devoção. Além disso carrega consigo o segredo de ser amado por 99,6% dos angolanos.

Folha 8 com Lusa

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