A Tidewater Marine, uma das maiores empresas internacionais de apoio às actividades petrolíferas em “offshore” e cabotagem, vai avançar com uma parceria com a concessionária estatal Sonangol e criar mais de 200 empregos em Angola, até 2019.

Segundo o projecto de investimento aprovado pelo Governo angolano, publicado a 6 de Abril, o mesmo prevê a constituição da Sonatide Marine Angola, uma sociedade por quotas de direito angolano, cuja actividade consiste na prestação de serviços marítimos, incluindo cabotagem e gestão de navios, no apoio a empresas da indústria de petróleo e gás com operações de perfuração, pesquisa e produção em Angola.

Representa um investimento superior a 1,3 milhões de dólares (um milhão de euros), em Luanda, com a Tidewater Marine a ficar com 49% do capital social e a Sonangol Holdings com os restantes 51%.

“A investidora externa é uma das maiores e mais experiente fornecedora de serviços do mundo na área de suporte marítimo à indústria de energia e petróleo que opera em offshore”, lê-se na autorização ao contrato de investimento privado, assinada pelo Ministério dos Recursos Naturais e Petróleos, Diamantino Pedro Azevedo.

Este contrato prevê a concretização do investimento num prazo de 240 dias e a criação, no primeiro ano de operação da Sonatide, de 213 postos de trabalho, dos quais 40 para cidadãos estrangeiros.

Angola é actualmente o segundo principal produtor de petróleo em África, atrás da Nigéria, com mais de 1,6 milhões de barris de crude por dia.

Recorde-se que, na segunda-feira, o Conselho de Administração da Sonangol E.P., recebeu na sua sede, em Luanda, uma delegação ao mais alto nível do sector dos petróleos do Uganda, chefiada pelo seu Ministro de Estado para o Desenvolvimento dos Recursos Minerais, Peter Lokeris.

A comitiva, recebida pelo Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, está em Angola com o propósito de, entre outros aspectos, beber da petrolífera nacional, experiência em termos de exploração, desenvolvimento e produção, assim como de processamento de hidrocarbonetos.

O interesse no histórico da exploração petrolífera angolana, assenta no facto de o Uganda, País africano sem ligação para o mar, estar a dar os seus primeiros passos na exploração petrolífera.

Para além dos Administradores Executivos da Sonangol, esteve também presente uma equipa do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos liderada pelo Director Nacional, Amadeu Azevedo.

Na Comitiva ugandesa a acompanhar o Ministro, estiveram o Director Executivo da Autoridade Nacional de Petróleos, Ernest Rubondo, a Directora de Operações da petrolífera nacional daquele País, Proscovia Nabbanja, e o Director de Desenvolvimento e Produção da Autoridade Nacional de Petróleos, Alex Nyombi.

Folha 8 com Lusa

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