ANGOLA. O ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, chega sábado a Brasília, onde vai preparar a visita de Estado que o Presidente João Lourenço realiza ao Brasil, a partir de 3 de Maio.

De acordo com informação do Ministério das Relações Exteriores, a data da visita de Estado já foi confirmada pelo embaixador do Brasil acreditado em Luanda.

A última visita de um chefe de Estado angolano ao Brasil aconteceu em Junho de 2014, quando José Eduardo dos Santos foi recebido em Brasília pela também então Presidente Dilma Rousseff.

João Lourenço reuniu-se a 24 de Janeiro na Suíça com o homólogo brasileiro, Michel Temer, tendo anunciado que prevê realizar uma visita oficial ao Brasil em Maio.

Nas últimas semanas, o chefe da diplomacia brasileira, Aloysio Nunes, já visitou Luanda e o ministro das Finanças angolano, Archer Mangueira, deslocou-se ao Brasil, para acertar o reforço das relações bilaterais.

Na Suíça, em raras declarações aos jornalistas presentes, brasileiros e angolanos, à margem do Fórum Económico de Davos, o chefe de Estado angolano sublinhou então a importância das relações entre os dois países e anunciou a partida para Brasília do ministro das Finanças, Archer Mangueira, para negociar a retoma dos financiamentos a Angola do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES).

O Presidente angolano sublinhou que aproveitou a oportunidade para “agradecer ao Presidente Temer” o convite formulado para visitar o Brasil.

“O encontro foi bastante bom, aliás era de esperar que assim fosse, tendo em conta as relações entre Angola e o Brasil serem relações de amizade, de cooperação, que datam de há bastante tempo, praticamente desde que Angola se tornou independente, há cerca de 42 anos”, disse João Lourenço, sublinhando que a reunião serviu para abordar aspectos gerais da cooperação económica entre Angola e o Brasil.

“Devo adiantar apenas que a nossa prioridade é financiar as obras públicas de grande envergadura, nomeadamente infra-estruturas nos sectores da construção, da energia e águas, sobretudo em barragens hidroeléctricas”, justificou ainda João Lourenço, a propósito das negociações entre os dois governos.

Lusa

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