ANGOLA. A ministra da Saúde angolana, Sílvia Lutukuta, autorizou que vários tipos de testes rápidos, como medição da tensão arterial ou de controlo de glicemia, passem a ser feitos nas farmácias do país, libertando desta forma recursos nas unidades de saúde.

A informação consta de um despacho assinado pela governante, que entrou em vigor no inicio deste ano ao abrigo do regulamento do exercício da actividade farmacêutica no país.

Na prática, a medida vem legalizar os testes que várias farmácias já realizavam, apesar da ausência de enquadramento legal. A medida é justificada no mesmo despacho com a “necessidade de ser preservar a saúde da população em matéria de realização de testes rápidos”, que podem passar a ser feitos nas farmácias.

Autoriza ainda a realização de testes rápidos de colesterol, de gravidez, além da medição da tensão arterial.

Contudo, a abertura para a realização destes testes fica condicionada à obrigatoriedade de serem realizados apenas por profissionais de saúde licenciados na área das análises clínicas, bem como os técnicos de laboratório, processo que será acompanhado pela Inspecção-Geral da Saúde.

No país funcionam milhares de farmácias e desde 2013 que os profissionais desta área contam com a Ordem dos Farmacêuticos de Angola (OFA), que tem vindo a defender uma maior colaboração entre a política farmacêutica o Sistema Nacional de Saúde de Angola, com o aproveitamento das respectivas suas valências.

Lusa

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