ANGOLA. O volume de depósitos em moeda nacional e estrangeira dos bancos comerciais angolanos sob reserva do Banco Nacional de Angola (BNA) aumentou quase 3% entre Janeiro e Fevereiro, renovando máximos de um ano.

Segundo dados preliminares do BNA sobre o panorama monetário angolano, estas reservas obrigatórias desceram em Janeiro para 1,081 biliões de kwanzas (4,1 mil milhões de euros), o segundo mês de aplicação das novas regras.

Já em Fevereiro aumentaram para 1,111 biliões de kwanzas (4.210 milhões de euros), de acordo com o mais recente relatório mensal disponibilizado pelo BNA, valor que só encontra paralelo com o mesmo mês de 2017.

Em Dezembro de 2017, o volume de depósitos em moeda nacional e estrangeira cifrava-se em 1,090 biliões de kwanzas (5.850 milhões de euros, à taxa de câmbio de 31 de Dezembro).

Os bancos comerciais que operam em Angola são obrigados a informar regularmente o banco central sobre estas reservas, que envolvem depósitos e operações com títulos.

Em causa nestes dados estava a obrigatoriedade de os mais de 20 bancos comerciais que operam em Angola constituírem reservas sobre os depósitos à ordem do BNA, que fixou taxas de 15% do total em moeda estrangeira e 30% em moeda nacional.

Já em Dezembro de 2017, o banco central reduziu para 21% o coeficiente de reservas obrigatórias aplicadas a depósitos dos clientes dos bancos comerciais, em moeda nacional, uma das medidas com que pretendia travar a subida da inflação, que a um ano ronda os 25%.

Na denominada “reserva bancária” contavam-se no final de Fevereiro de 2018 depósitos obrigatórios em moeda estrangeira, que subiram para 153.582 milhões de kwanzas (581 milhões de euros), e em moeda nacional, que neste caso caíram, face a Janeiro, para 733.727 milhões de kwanzas (2.779 milhões de euros), estando os restantes em regime de reserva livre.

Nos últimos cinco anos – período disponibilizado na análise do BNA -, o valor total mais baixo destas reservas bancárias registou-se em 2012, com 671.325 milhões de kwanzas (2.544 milhões de euros).

Angola vive uma grave crise financeira e económica, decorrente da quebra da cotação do barril de crude no mercado internacional, situação que se reflecte ainda na falta de divisas no país, o que dificulta nomeadamente as importações, provocando várias restrições na gestão de moeda estrangeira.

Lusa

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