As empresas angolanas presentes na 1ª Feira Comercial Intra-Africana (IATF/2018), que decorreu no Cairo, mobilizaram 650 milhões de dólares (565 milhões de euros) para projectos em Angola, disponibilizados através do Afreximbank e destinam-se à Aenergy, ANIMA e FMEA.

O montante, segundo a agência noticiosa angolana, Angop, será disponibilizado pelo Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) à empresa de energias renováveis Aenergy, à Associação Nacional dos Industriais e Madeireiros de Angola (ANIMA) e à Federação de Mulheres Empreendedoras de Angola (FMEA).

A Aenergy contará com 400 milhões de dólares (348 milhões de euros), a ANIMA com 200 milhões de dólares (174 milhões de euros) e a FMEA com 50 milhões de dólares (43,5 milhões de euros).

A mobilização do financiamento, que será aplicado em diversas áreas da actividade económica nacional, resulta dos projectos apresentados pelas respectivas empresas, na feira comercial intra-africana.

Além desses resultados tangíveis da feira, as empresas angolanas também estabeleceram contactos de parcerias e instalações de empresas em países africanos com vantagens mútuas.

Com objectivo de dinamizar e reforçar as trocas comerciais entre africanos, a feira, iniciada a 11 deste albergou 1.100 expositores de mais de 42 países africanos e empresas de outros países do resto do mundo.

O acto de encerramento foi marcado com a indicação do Ruanda como país que vai acolher a próxima edição do IATF/2020.

O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho da IATF/2018, Olusegun Obasanjo, antigo Presidente nigeriano, que considerou a feira como o início de uma nova era comercial entre os africanos.

Além de Angola, a feira contou com a participação do Egipto (anfitrião), África do Sul, Zâmbia, Marrocos, Camarões, Maláui, Mali, Zimbabué, Botsuana, Ruanda, Uganda, Etiópia, Tunísia, Nigéria, Senegal, Argélia, Sudão do Sul, Costa do Marfim, Namíbia, Quénia, Gana e Togo, entre outros.

A organização técnica e operacional da participação de Angola na IATF/2018 coube à Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA), que mobilizou as empresas angolanas, com vista à captação de investimento e integração económica do país.

Registe-se, entretanto, que um consórcio de bancos da Alemanha e da Itália vai financiar o Estado angolano em 1.060 milhões de euros, para garantir a construção do novo Aproveitamento Hidroeléctrico de Caculo Cabaça.

O financiamento será garantido pelo consórcio formado pelo Commerzbank, da Alemanha, e pelo UniCredit, de Itália, conforme autorização, por despacho presidencial de 3 de Dezembro.

Num despacho assinado pelo Presidente João Lourenço, que aprova este financiamento internacional, informa que há “necessidade de garantir financiamento para o fornecimento e instalação dos equipamentos electromecânicos para o Aproveitamento Hidroeléctrica de Caculo Cabaça, inserido no Programa de Investimento Público, no âmbito da política de investimentos para o desenvolvimento económico e social do país”.

Segundo o comunicado o aproveitamento Hidroeléctrico de Caculo Cabaça, na província do Cuanza Norte, será, dentro de cinco anos, a maior barragem em Angola, gerando 2.172 megawatts (MW) de electricidade.

Com 103 metros de altura máxima, a barragem vai armazenar 440 milhões de metros cúbicos de água e integrará uma central e um circuito hidráulico previstos para um caudal de 1.100 metros cúbicos de água a debitar por segundo, entre quatro grupos geradores.

Segundo o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, trata-se de um “grande projecto” nacional para Angola atingir a meta de 9.000 MW de capacidade instalada em todo o país até 2025.

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