No dia 25 do corrente mês (5ª feira) pelas 18H30 no Camões/Centro Cultural Português (Av. de Portugal nº 50. Luanda) será inaugurada a exposição fotográfica Mulheres Resistentes, numa parceria com a Alliance Française de Luanda, que reúne 22 trabalhos do fotojornalista francês Pierre – Yves Ginet.

Os trabalhos fotográficos apresentados foram recolhidos em 20 países de vários continentes. Do Tibete à Turquia, do Peru à Argélia, da Argentina a Marrocos, da França ao Haiti, da R.D. do Congo ao Nepal, da Palestina ao Sudão, do Ruanda ao Cambodja, da Bélgica ao Kosovo. Todos eles são testemunhos da luta das mulheres anónimas no mundo actual.

A exposição, que foi concebida em estreita colaboração do Centro de História da Resistência e Deportação de Lion com a Associação “Mulheres Aqui e Além”, aborda temas chave da luta das mulheres em prol do objectivo comum de construção de um futuro melhor para as gerações vindouras. O respeito pelas minorias étnicas, o direito à cidadania plena, a luta contra a discriminação, contra o preconceito, contra a injustiça, contra todas as formas de violência e a luta pela liberdade.

Pierre – Ives Ginet, no seu trabalho, não reduz a mulher à condição de vítima perpétua, mártir, ou minoria a proteger. Rejeita uma visão paternalista da condição da mulher e projecta uma imagem da sua força, como sujeito activo da sociedade, ao lado do homem. As mulheres, que representam actualmente cerca de 51% da população mundial, têm em comum a abnegação, a determinação, um sentido profundo do diálogo e enfrentam com coragem todos os males que as atingem, mas também os que afectam indiscriminadamente a sociedade, como os conflitos e as epidemias.

A exposição conjuga e harmoniza imagens de diferentes continentes, diferentes religiões, diferentes países (mais ou menos desenvolvidos), de zonas de guerra e de zonas de paz, procurando um ponto comum universal entre todas as mulheres resistentes anónimas a que chama “combatentes da sombra”.

Sobre a exposição, Taslima Nasreen, escritora do Bengladech, diz: “Um testemunho a favor do reconhecimento das mulheres, tão universal como contemporâneo, só pode servir para nos encorajar a prosseguir os nossos combates”.

Algumas palavras-chave induzidas pelas imagens relativamente às mulheres: Afirmar a sua identidade e a sua cultura; Resistir às injustiças; Lutar pelos seus direitos; Sobreviver à fome e à doença; Reconstruir as sociedades.

Pierre – Ives Ginet abandonou, em 1996, uma carreira bem sucedida de analista financeiro numa multinacional, para abraçar a profissão de fotógrafo. Dedicou os primeiro anos do seu trabalho, como fotojornalista ao Tibete, sobre o qual publicou várias obras. Aí desenvolveu um trabalho profundo, de três anos, sobre as monjas tibetanas, Posteriormente, foi alargando o seu campo de acção ao mundo inteiro, desenvolvendo o tema das mulheres anónimas que contribuem para escrever a história do nosso tempo.

Foi co-fundador da revista “Mulheres Aqui e Além” e publicou sete obras, das quais cinco dedicadas ao Tibete. Apresentou perto de duas dezenas de exposições em França e na Bélgica. É a primeira vez que apresenta os seus trabalhos em Angola.

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