A Polícia Nacional de Angola anunciou hoje a detenção, em Luanda, de um cidadão chinês alegadamente envolvido no contrabando de marfim, detenção que surge no âmbito de uma operação de combate a esta prática.

De acordo com fonte policial, o suspeito, de 46 anos, foi detido na zona do Rangel “fruto da realização de operações reforçadas” pelo comando provincial de Luanda, “por se dedicar ao contrabando de marfim”.

Durante a operação foram apreendidas armas e marfim na posse do suspeito.

Quase 370 quilogramas de marfim, dissimulados em 12 malas, foram apreendidos pela polícia angolana no aeroporto internacional de Luanda, em maio de 2015, tendo detido igualmente um cidadão de nacionalidade chinesa.

Outras operações policiais têm vindo a levar à apreensão, nos últimos meses, de grandes quantidades de marfim na posse de cidadãos asiáticos.

Angola tem sido identificada internacionalmente como rota de trânsito para o marfim ilegal, agravada pela continuação da existência do mercado nacional.

As autoridades angolanas apresentaram em Março um plano para encerrar as bancadas de venda de marfim no conhecido Mercado do Artesanato de Luanda, a ser feito em duas etapas, a primeira de consciencialização e a segunda coerciva, envolvendo a Unidade de Crimes Ambientais.

Para o encerramento das bancadas, a Unidade de Crimes Ambientais realizou em Fevereiro passado um estudo ao mercado, tendo constatado que existem no local 44 bancadas perfiladas de venda de peças de marfim, constituídas entre três a quatro vendedores.

A operação verificou igualmente que existem 13 casebres, que servem de pontos de armazenamento das peças já trabalhadas de marfim e que a maioria dos cidadãos envolvida nesse negócio é oriunda da vizinha República Democrática do Congo.

O estudo permitiu identificar ainda que estão igualmente envolvidos cidadãos angolanos, que oferecem suporte nas vendas e na acomodação dos produtos provenientes da fauna e da flora selvagem.

Constatou ainda que os vendedores de marfim funcionam num esquema organizado e estruturado por grupos de cidadãos angolanos, conhecedores do mercado de marfim a nível mundial.

Fonte: Lusa

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