A Amnistia Internacional (AI) vai ser recebida na quinta-feira pelo ministro português Rui Machete sobre “os presos de consciência angolanos e a situação de direitos humanos em Angola”, revelou Teresa Pina, directora da organização em Portugal.

“L isboa tem de encarar esta questão como uma questão de Direitos Humanos em Angola, além dos casos humanitários que surgiram depois destas 15 detenções, porque assumiu responsabilidades no início do ano quando se tornou membro da Comissão dos Direitos Humanos da Nações Unidas”, disse Teresa Pina que se reúne a partir das 11:00 de quinta-feira com o ministro dos Negócios Estrangeiros, no Palácio das Necessidades.

O pedido foi formulado pela AI na sequência do caso dos 15 jovens detidos em Luanda em Junho e acusados, entre um chorrilho de aldrabices, de tentativa de golpe de Estado. Dos 15 presos, dois encontram-se em greve de fome: Luaty Beirão e Arnaldo Bingo.

A organização não-governamental já tinha partilhado este ano junto do MNE preocupações sobre os direitos de expressão e direitos humanos em Angola, relacionados com os casos do activista e jornalista Rafael Marques e de Marcos Mavungo, que foi entretanto condenado a seis anos de cadeia pelo tribunal de Cabinda.

A Amnistia Internacional participa hoje na vigília pela libertação dos presos políticos angolanos que vai decorrer a partir das 18:30 no Rossio, em Lisboa.

Na vigília participam a plataforma LAPA — Liberdade aos Activistas Presos em Angola; a SOLIM, Solidariedade Imigrante; o S.O.S. Racismo e a associação cívica TIAC (Transparência e Integridade).

No Porto, a vigília realiza-se à mesma hora em frente ao consulado de Angola.

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