O defunto e ilegal Conselho Nacional da Comunicação Social (CNCS), que se transformou, desde 2012, principalmente, em Conselho Nacional de Especialidade da Comunicação Social do MPLA, não deixa os seus créditos, contas, fretes e bajulações por mãos alheias.

D esta feita veio a terreiro demonstrar, mais uma vez, faxina a quem lhes paga, deliberando, sem vergonha na cara, contra o Folha 8 e outros confrades privados, num despacho datado de 30 de Outubro.

Nessa deliberação, CNCS defende e com razão que a responsabilidade social, objectividade e rigor que impelem os jornalistas no exercício da profissão nos parâmetros ditados pelo ordenamento jurídico angolano.

Sem qualquer originalidade, a excepção para os faxineiros de serviço, aplica-se aos jornalistas patrulheiros do Jornal de Angola, Rádio Nacional e Televisão Pública do MPLA, que são um reservatório de jornalismo ideológico, sem balizas de qualquer espécie, quando em causa está atacar quem não seja do séquito do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

E se dúvidas houvesse, basta apreciar o ponto 4.º da referida Deliberação: “O Conselho Nacional de Comunicação Social constatou, durante o mês de Outubro, que o Jornal Grandes Noticias, Folha 8, A República e o Semanário Angolense publicaram matérias que violam de forma tangível o princípio da isenção e imparcialidade. O CNCS considera grave a inserção de notícias sem o fundamental e indispensável cruzamento das fontes”.

Saberão os bajuladores ilegais do Conselho o que é isso cruzamento de fontes, ou teremos todos de adoptar a cartilha do Jornal (do MPLA) de Angola, uma versão menor do Pravda?

Tenham vergonha na cara, antes de tentar repreender alguém, quanto a critérios editoriais.

Em face da contundente, injusta e boçal deliberação é nosso direito e dever aclarar o ilegítimo CNCS, sem necessidade, de recorrer a questões de fundo, não estar em condições de condenar ninguém, pois, tivessem hombridade e já teriam colocado o lugar à disposição, ao invés de estarem a defender o tacho e a cadeira, na linha da tese ditatorial de perpetuação no poleiro.

Talvez queiram estes senhores, se não forem corridos, ficar 36 anos ilegitimamente no cadeirão, por razões óbvias, mas aí assumam o que são, um órgão de censura fascista, que só têm uma visão da realidade.

Só assim se entende o facto de terem acusado os semanários acima citados de terem violado o princípio da isenção e imparcialidade, durante o mês transacto, não precisando, porque lhes convém, a matéria em causa e em que edição ocorreu tal violação, dando a entender que os semanários “taxados” terão agido em grupo.

Tal postura macula a relação que se pretende entre os profissionais da comunicação e o referido Conselho, que apenas usa a lei do bastão, nada fazendo para estreitar o diálogo. Como órgão mais visado, o F8 não conhece nenhum membro deste ilegítimo Conselho de Comunicação Social. Para além de não servir de ponte, para que organismos do Estado, possam facilitar a vida dos jornalistas.

O ilegal CNCS sabe ter, por exemplo, o Gabinete de Comunicação e Imagem do Ministério das Relações Exteriores do MPLA, não do Estado angolano, onde cabemos todos, se negado a fornecer o comunicado de imprensa (entregue à Angop e outros órgãos públicos), de proibição de condução automóvel dos trabalhadores chineses em Angola e nada ter feito, pois interessava-lhe, olhar para o lado.

Por cá, continuamos a defender com unhas e dentes a tese de que se o jornalista não procura saber o que se passa é um imbecil. E que se consegue saber o que se passa e se cala é um criminoso. Queira ou não o regime, por via dos seus assalariados do CNCS, no Folha 8 não têm lugar imbecis e criminosos.

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