Estalou o verniz e finalmente viu-se o verdadeiro rosto do feiticeiro aprendiz. Chegámos à conclusão de que o João, para além de malandro, também é um grande aldrabão e, provavelmente, um enorme ladrão. Nem outra coisa seria de esperar.

Por Domingos Kambunji

Ainda está por explicar o enriquecimento tão rápido do João “Malandro” Lourenço, o aldrabão e, provavelmente, um enorme ladrão. Seria bom que se investigasse esse enriquecimento tão acelerado mas, como todos nós sabemos, esse tipo de investigação é quase sempre sabotado porque implicaria incriminações colaterais, do Presidente e seus familiares e outros, muitos outros, generais.

A investigação do caso de corrupção Lava Jato, no Brasil, levantou um pouco o véu que cobre a actividade criminal praticada pelo MPLA na última eleição, com a participação do João. O João sabe, com toda a certeza, qual é o paradeiro do dinheiro roubado do BESA. Também sabe para que bolsos foram os biliões, muitos biliões de dólares que desapareceram das receitas do petróleo da Sonangol. Mantem-se calado porque também foi beneficiado e poderá ser incriminado.

O MPLA é especialista na Educação Patriótica Anedótica, Patética.

O João foi ao Cuíto, em campanha eleitoral, mais uma vez, demonstrar que, para além de vigarista, é um grande boçal. Acusou um partido da oposição de ser responsável pelo enorme desemprego dos jovens, num país com 20 milhões de pobres, acusando-o de ter destruído o tecido industrial.

Em primeiro lugar só queremos relembrar que foi o MPLA quem iniciou a guerra civil em Angola, com a conivência de alguns portugueses, como foi o caso de Rosa Coutinho e de Vasco Gonçalves. Poucos meses antes da sua morte, Almeida Santos veio a público esclarecer essa parcialidade e cumplicidade no processo que antecedeu a independência de Angola. As vidas dos angolanos mortos nunca foram importantes nem para o MPLA nem para esses portugueses pseudo-revolucionários.

Em Segundo lugar queremos afirmar, com a máxima certeza, de que o João “Malandro” Lourenço é demagogo e burro. Antes da independência, no Sul de Angola, a industrialização ainda estava num processo muito embrionário e ainda não era significativo o número de postos de trabalhos criados pela indústria. O MPLA não teve qualquer participação nesse processo embrionário de criação de indústrias. O Cuíto era das cidades mais pequenas de Angola. Acusar os outros de terem destruído uma indústria que em termos objectivos não existia, é charlatanice, é vigarice.

A “eloquência” deste candidato à Presidência leva-nos a acreditar que um destes dias o João irá dizer que o verdadeiro pai dos filhos de Zédu foi Savimbi, acusando-o de ser um tarado sexual, e que eles sobreviveram porque conseguiram fugir do Holden Roberto, que era antropófago.

Lembram-se de quando o MPLA falsificou provas para demonstrar que os militantes da FNLA se alimentavam de carne humana?

Uma coisa é certa, se os muitíssimos biliões de dólares roubados pelos dirigentes do MPLA, onde se inclui o João “Malandro” Lourenço, tivessem sido investidos na criação de indústrias, o desemprego de jovens em Angola seria muito menor e o número de pobres (20 milhões) teria sido significativamente reduzido. O João assobia para o lado tentado disfarçar que no MPLA os patrões são grandes ladrões e os seus valores são defendidos apenas por traidores.

De facto, o Cuíto é uma cidade da tolerância e do perdão, como demonstrou ao acolher o João “Malandro” Lourenço, o demagogo, o charlatão, o aldrabão e, provavelmente, o enorme ladrão.

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