ANGOLA. A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana diz estar preocupada com a falta de resposta por parte das entidades e organizações convidadas pelas forças políticas concorrentes às eleições gerais de 23 de Agosto, para o processo de observação da mesma.

A inquietação foi manifestada pela CNE aos mandatários das seis formações políticas concorrentes às eleições gerais – MPLA, UNITA, CASA-CE, FNLA, PRS e APN.

Em declarações à imprensa, no final do encontro, a porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, disse que a situação poderá criar constrangimentos organizativos, para o credenciamento desses observadores.

“Estamos a escassos dias da data das eleições e estamos receosos que depois haja alguma dificuldade de se fazer o credenciamento destes observadores, porque até ao momento não houve nenhuma resposta pontual, em termos gerais, decorrente do convite endereçado por alguns partidos políticos e coligações concorrentes”, disse Júlia Ferreira.

A CNE já credenciou até domingo, data de início do processo, os primeiros 70 observadores às eleições gerais, prevendo, só de elementos nacionais, até 3.000 pessoas a credenciar, estando o seu término marcado para o dia 18 deste mês.

Do MPLA a CNE recebeu uma lista de observadores de África, Europa e Ásia, na qual se incluem os partidos Frelimo, de Moçambique, SWAPO, da Namíbia, PCT, do Congo, MLSTP -PSD, de São Tomé e Príncipe, ZANU-PF, do Zimbabué, e ANC, da África do Sul.

Da Europa foram também endereçados convites aos partidos Comunista e Socialista, de Portugal, ao Partido Socialista Operário Espanhol, e na Ásia, aos partidos Comunistas da China e do Vietname.

Por sua vez, a UNITA indicou como observadores, o Partido de Renovação Social, da Guiné-Bissau, a Renamo, de Moçambique, o MLC, da República Democrática do Congo, o Partido Popular, de Espanha, a Fundação Conrado Wessel, do Brasil, e a Fundação Carter, dos Estados Unidos da América.

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