Nós, já há muito tempo, sabemos que o João de Melo pensa que tem razão, julga que tem sempre toda a razão, especialmente quando envereda pelos caminhos da bajulação, do beija-mão. Caminhos que trilha há muito tempo, “trabalhando” para que os poucos que têm milhões passem a ter mais milhões, e que os milhões que têm pouco ou nada passem a ter… ainda menos.

Por Domingos Kambunji

Nós também pensamos que tivemos razão, toda a razão, ao vaticinar que o João não iria fazer a previsão de que Zédu abandonaria o poder no ano de 3 927, com 1 985 anos de idade. Confirmou-se a nossa vaticinação, o João não fez essa previsão!

Afinal, contrariamente ao que fez crer o Zé Ribeiro do pasquim oficial, Zédu é mortal. Mas que grande chatice! E o João, que se evidencia com grande alarde no grupo da mediocridade, utilizando a lógica de La Palice, considerando-se um grande intelectual defensor do “status quo” boçal, resolveu opinar que o Zédu deveria abdicar em 2012, de preferência, ou em 2017. Ele nunca fez a previsão, somos testemunhas, de que Zédu iria zarpar em 3 927, juro “mêmo”!

Vamos relembrar, apenas para as pessoas mais distraídas, quem é o João. É uma daquelas pessoas, pelo “reigime” muito protegidas, que defende a contramanifestação contra quem tiver a ousadia de defender a democracia. O rapaz também diz alguns disparates, apesar de ter acertado na previsão da abdicação do seu ex-patrão.

O João, há algum tempo, cometeu a enorme gafe de se afirmar como defensor do socialismo democrático. Nós, os que percebemos perfeitamente o fluxo do raciocínio mental do João, rapidamente chegámos à conclusão que ele queria dizer ser defensor do “chuchalismo” cleptocrático. O seu idealismo não vai para além do parasitismo.

Uma coisa é certa, se Zédu tivesse abandonado o poder em 2012, como aconselhou o João, os angolanos teriam sido poupados à vergonha nacional de observar a bandalheira dos Santos, que são muito malandros: não ouviríamos ou leriamos os disparates vomitados pela Tchizé, não assistiríamos às golpadas “tchimunescas” da Isabe(ga)linha, o Danilo não compraria relógios no valor de 500 mil euros, o Zénu veria reduzido o espaço para o gamanço… Talvez já estivesse mais avançado o processo de nomear para a Presidência da Sonangol um dos filhos do João “Malandro” Lourenço. A tia da sogra do João “Malandro” poderia já ser Presidente do Plano Director de Desenvolvimento da Região dos Grandes Lagos de Luanda (nos bairros pobres, durante a época das chuvas), os primos, tios, sobrinhos e afilhados já poderiam ser donos de todas as minas de ouro, ferro, diamantes e poços de petróleo e o João, o que fez a previsão, já seria o mais preferido, o mais envolvido na lambição das botas do “Malandro”, o futuro presidente João Lourenço, duma geração que cheira muito a ranço.

É por isso que o João acha a decisão do MPLA acertadíssima.

Esta decisão “copy/paste” na sucessão, defendida pelo João da Lambição das Botas do Patrão, é a mais acertada porque, assim, em Angola vai mudar nada.

O João pensa ser muito sublime que a sucessão se dê com a ocupação do cargo da presidência por um discípulo do Instituto Lenine, que será muito protegido pelo Putin, o seguidor do Estaline.

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