Mais de seis milhões de estudantes angolanos do ensino geral iniciam na segunda-feira o ano lectivo de 2015, marcado pela inauguração na província do Zaire de 250 novas salas de aula.

D e acordo com informação do Ministério da Educação, a cerimónia oficial da abertura deste ano lectivo vai decorrer no Soyo (Zaire), com a inauguração de várias escolas por parte do Vice-Presidente da República, Manuel Vicente.

Só no município do Soyo serão inauguradas seis novas escolas do ensino geral, com 148 salas de aula e capacidade para receber 15.000 alunos, até agora não enquadrados no sistema de ensino público.

“É um ganho muito significativo”, afirmou hoje o ministro da Educação, Pinda Simão, garantindo que estão criadas as condições para o início do novo ano escolar no país.

Angola contou no último ano com 636 mil pessoas em programas de alfabetização, 27 mil alunos no ensino especial, cerca de 600 mil no ensino pré-escolar. Mais de cinco milhões frequentam o ensino primário e um milhão o ensino secundário.

A expansão da cobertura educativa, para aumentar a taxa de escolarização do país, condicionada por quase três décadas de guerra civil, é um dos objectivos traçados pelo Executivo angolano para 2015.

“Em todas as províncias a rede escolar aumentou e podemos acreditar que os novos espaços educativos que foram construídos vão ajudar a absorver uma grande parte da população escolar que infelizmente no passado não teve acesso à escola. Não quer dizer que consigamos resolver o problema na totalidade”, reconheceu Pinda Simão, em declarações à comunicação social.

Ainda no Soyo passará a funcionar um instituto superior politécnico especializado em cursos da área petrolífera, principal actividade da região.

Em 2014 frequentavam o ensino superior em Angola mais de 220 mil estudantes, mas o início das aulas do novo ano lectivo, neste nível, só acontece em Março.

O início do novo ano escolar acontece numa altura de dificuldades financeiras no país, face à abrupta queda da cotação do petróleo no mercado internacional e por consequência nas receitas fiscais.

Já em Outubro passado, no discurso sobre o estado da Nação, o Presidente angolano antecipou as dificuldades e anunciou o adiamento da meta de construção de 63 mil salas de aulas, inicialmente apontada para três anos.

Em causa está um “plano de contingência” lançado pelo Governo, avaliado em um bilião de kwanzas (8,5 mil milhões de euros) e prevendo ainda, recordou José Eduardo dos Santos, a formação de 126 mil professores, para distribuir pelas novas salas de aula.

“Diante da actual situação económica e financeira difícil e incerta, causada pela queda do preço do petróleo, infelizmente o referido plano já não poderá ser executado em três anos, como nós pretendíamos, mas talvez possa ser executado num período de cinco a dez anos”, disse, na ocasião, o chefe de Estado angolano.

Partilhe este Artigo