Apesar dos “progressos na luta contra o racismo” dos últimos 50 anos, “a discriminação racial ainda representa um perigo claro para pessoas e comunidades” em todo o mundo, disse hoje o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

N a mensagem a propósito do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, recordou que, “todos os dias, pessoas de todas as idades suportam ódios, injustiças e humilhação devido à sua cor de pele, origem nacional ou étnica”.

Intitulada “Aprender com as tragédias do passado para combater o racismo hoje”, a mensagem reafirma o “compromisso” das Nações Unidas “em construir um mundo de justiça e igualdade onde a xenofobia e a intolerância não existem”.

Ban Ki-moon apela a que se aprenda com os “erros históricos”, como é o caso do colonialismo ou de regimes segregacionista como o do apartheid, na África do Sul, para que se possa “erradicar o preconceito”.

No ano em que a Convenção Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial celebra meio século, ainda falta conquistar “a premissa de que todas as pessoas usufruem de direitos iguais e dignidade – independentemente da sua etnia”.

Para que isso aconteça, o secretário-geral da ONU apela às nações que ratifiquem a convenção internacional e adoptem “leis e políticas fortes que acabem com todas as formas de discriminação”.

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