A estatal Sonangol prevê concluir até Novembro o processo de licitação de dez blocos de produção de petróleo no ‘onshore’ angolano, concurso para o qual as empresas portuguesas Galp Energia e Partex foram pré-qualificadas.

E m causa estão blocos para exploração de petróleo nas bacias terrestres dos rios Kwanza (sete) e Congo (três) que, segundo a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), podem representar mais de metade das reservas conhecidas de Angola, ou seja, pelo menos sete mil milhões de barris.

A data limite para apresentação das propostas de licitação foi prolongada até ao passado dia 1 de Outubro e a abertura das mesmas aconteceu no dia seguinte, em Luanda, informou fonte da Sonangol, concessionária da actividade petrolífera nacional.

“Dentro dos próximos 45 dias, a Sonangol, deverá concluir a análise das propostas, proceder a adjudicação das concessões e realizar a contratualização com os grupos empreiteiros destas concessões”, referiu a mesma fonte.

Entre as 38 petrolíferas pré-qualificadas neste processo de licitação – que arrancou em Abril de 2014 – estavam, enquanto operadoras, as portuguesas Galp Energia e Partex, mas também empresas como a italiana Eni, a norte-americana Chevron ou a colombiana Ecopetrol, na mesma condição.

A abertura das propostas é a etapa do processo de licitações que sucede à auscultação as empresas concorrentes, ao lançamento do concurso, à pré-qualificação e à publicação dos Termos de Referência do procedimento, explica ainda a Sonangol.

A data limite para apresentação das propostas de licitação a este concurso foi fixada, em Julho, para 18 de Setembro, tendo sido prorrogada em cima deste prazo, mas sem qualquer justificação oficial por parte da Sonangol.

No concurso para não-operadoras (minoritárias nos grupos empreiteiros a constituir por bloco) estavam pré-qualificadas, segundo informação da Sonangol, 47 empresas, desconhecendo-se igualmente quais as empresas que avançaram com propostas finais.

Segundo dados da Sonangol, a Galp Energia integra grupos empreiteiros nos blocos do ‘offshore’ angolano 14 (de produção, em águas profundas), com uma participação de 9%, e 33 (de exploração, em águas ultra profundas), com 05,33%.

Já a Partex, tem uma participação de 2,5% no consórcio do bloco 17/06, de exploração em águas ultra profundas, igualmente ao largo de Angola.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, produção que aumentou 12% no primeiro semestre deste ano para mais de 1,7 milhões de barris de crude por dia, segundo a Sonangol.

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