A reconciliação entre os angolanos de diferentes partidos políticos ainda está distante de ser alcançada a acreditar nos discursos e na opiniões dos cidadãos. A Voz da América ouviu a versão de cada um dos históricos movimentos de libertação nacional sobre esta matéria e as posições dos três grandes partidos são ainda (muito) diferentes.

Para o analista político ligado ao partido no poder, o professor Mário Pinto de Andrade, o “alto nível de desconfiança que a oposição apresenta em relação às instituições do Estado” é o principal obstáculo à reconciliação entre os angolanos.

Por seu lado, a UNITA, na oposição, na óptica do deputado e porta-voz do partido, Alcides Sakala, há ainda alguns aspectos em falta como por exemplo a questão dos símbolos nacionais em que todos os angolanos se revejam.

“Ainda não temos símbolos nacionais, o debate é inconclusivo e deve continuar e consolidar-se para que se crie uma ideia de nacionalidade à volta dos símbolos nacionais como manda a Constituição”, diz Alcides Sakala para quem é preciso que se crie um espaço onde todos os angolanos se sintam parte de um processo de construção de uma nação.

Mas para que isto seja uma realidade, Alcides Sakala pede que os dirigentes do país tenham vontade política para isso.

Ngola Kabango, da FNLA, aconselha os principais actores da cena política a não ficarem pelos discursos e partirem para a prática. “Temos que dar exemplo aos mais jovens, não apenas em discursos, mas na prática, no dia-a-dia, evitando discursos inflamados e bélicos, reabrir feridas já cicatrizadas, uma nova mensagem prática sem a qual não vamos a lado nenhum”, concluiu Kabango.

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