Joana Bernardo, responsável do Ministério do Ambiente, disse quarta-feira, às 8h15, no programa televisivo “Bom Dia Angola”, que tem, enquanto órgão governativo, um acordo com a OMA (Organização da Mulher Angolana), para a implementação de um programa ambiental, por ser, na sua opinião, a maior organização feminina de Angola. Será?

Q ual é a base estatística que permite aferir esse dado, pelos vistos tão relevante para a escolha do Governo? Não existe! Salvo a imaginação de o Estado ser do MPLA e o MPLA ser da OMA.

Esta promiscuidade entre órgãos do Estado e partidários, apenas se deve ao facto desta ser a organização feminina do MPLA.

Uma vergonha, mas, reconheçamos, ela já não faz falta no baú do regime, principalmente quando Joana Bernardo diz ser esta organização partidária quem, nas províncias, coordena as acções ambientais, apoiada pelas direcções provinciais do Ambiente. Uma forma cândida de sair dinheiro do Estado, para a organização feminina do MPLA, que por sinal, o seu presidente, José Eduardo dos Santos, apelando ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos, concedeu status de instituição de utilidade pública.

Vergonhosamente é a única organização partidária a beneficiar de tal estatuto, na lógica parcial e discriminadora do MPLA ver Angola e os angolanos, pois segundo a cartilha descarada do partido no poder, angolanos só são os do MPLA, os outros são cidadãos de segunda que não contam para as estatísticas.

E, de discriminação em discriminação lá vai a podridão de certas políticas do regime, fazendo morada.

Até quando, só os angolanos, melhor as angolanas, que são a maioria, não da OMA, com crença no Senhor determinarão.

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