O embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, condenou – segundo a Angop – as “forças de bloqueio” portuguesas, que “transformam as vitórias de Angola em espaços de ataques contra o país”.

Durante uma conferência sobre a recente eleição de Angola como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Marcos Barrica referiu-se a certos círculos de Portugal como “um campo difícil, onde alguns círculos das forças do mal pretendem denegrir a imagem de Angola”.

Durante o evento, que teve como orador principal o analista político António Luvualu de Carvalho, o embaixador disse ainda que a eleição de Angola ao órgão máximo das Nações Unidas “está a fazer crescer a inteligência dos adversários de Angola, sobretudo, nos meios de comunicação social, para onde vão para caluniar Angola”.

Por sua vez, o orador Luvualu de Carvalho admitiu, durante a sua dissertação, que o mandato de Angola será caracterizado por “grandes desafios e responsabilidades”, destacando o “forte papel” que o país terá para a pacificação das zonas de conflito no continente africano.

Na conferência, que foi dirigida aos diplomatas e funcionários da Embaixada de Angola em Portugal, não se ficou a saber – o que é pena – o nome das “forças do mal” apontadas por Marcos Barrica. Provavelmente seria bom saber-se a quem o embaixador se referia.

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