O número de pessoas a passar pela Guiné-Bissau como correio de droga está a aumentar, denunciou o director nacional adjunto da Polícia Judiciária guineense, Faustino Aires dos Reis.

Apesar de a PJ ter feito apenas 10 apreensões desde o início do ano a pessoas que transportavam estupefacientes no aeroporto de Bissau, para aquele responsável as evidência apontam para uma tendência.

“Com a dificuldade de transporte de droga de outras partes do mundo para chegar ao destino real”, em grandes quantidades e passando pela Guiné-Bissau, “aumentou a percentagem dos correios” que levam quantidades mais reduzidas, referiu.

Segundo explicou, o narcotráfico de grande escala está inibido devido à vigilância crescente, que envolve autoridades internacionais e que ganhou mediatismo em 2013 com a detenção do antigo chefe da marinha guineense, Bubo na Tchuto, apanhado ao largo de Cabo Verde por uma brigada de combate ao tráfico de droga dos EUA.

“Se houvesse” grandes quantidades traficadas, a PJ já teria actuado, reforça Faustino Aires dos Reis.

“Nós estamos atentos, embora com imensas dificuldades”, ao nível dos recursos disponíveis, reconheceu o director nacional adjunto.

A Polícia Judiciária mostrou hoje mais de um quilo de cocaína apreendida a três jovens que na terça-feira entraram no país pelo aeroporto de Bissau. A droga estava enrolada em pequenos casulos de plástico: um dos suspeitos ingeriu 29, os outros dois traziam no corpo cerca de 80, cada um.

Também esta semana, uma outra pessoa foi detida com 27 quilos de liamba em plena capital, com a erva carregada em fardos também hoje exibidos. O mesmo homem, oriundo no sul do país, para além de negociar liamba, levava cocaína para a área da residência. Os três estão sujeitos a prisão preventiva, anunciou a PJ.

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