Um dos maiores operadores portugueses de água e saneamento (INDAQUA) reforçou a operação em Angola através de dois novos contratos (10 milhões de euros) com as Empresas Públicas de Águas e Saneamento (EPAS) das províncias do Namibe e Lunda Norte, no âmbito de um projeto financiado pelo Banco Europeu de Investimento.
O trabalho das equipas do Grupo INDAQUA visa melhorar áreas como a continuidade e qualidade do serviço, desenvolvimento estratégico, gestão de recursos humanos, sustentabilidade comercial, económica, financeira e ambiental.
Até Julho de 2028, o Grupo INDAQUA vai deslocar para o terreno 20 especialistas dedicados à melhoria dos serviços de água e saneamento nas províncias do Namibe e Lunda Norte, que abrangem uma população superior a 1,5 milhões de habitantes.
Os contratos de gestão, operação e manutenção assinados com a Direcção Nacional de Águas, e que possuem como beneficiárias as Empresas Públicas de Água e Saneamento (EPAS) das respectivas províncias, têm objectivos comuns de melhorar a qualidade e acesso aos serviços e consolidar os processos de empresarialização em curso.
Os trabalhos no terreno, que integram ainda a formação de 12 quadros, já estão em curso e, durante três anos, preveem uma atuação transversal em toda a gestão das EPAS daquelas províncias.
Na área de desenvolvimento estratégico, será elaborado um plano de negócios, assim como, serão implementados mecanismos de monitorização e controlo de gestão. Vão ainda ser implementados procedimentos de gestão financeira e de recursos humanos, com planos de recrutamento e formação que assegurarão a implementação das melhores práticas do sector.
Definir acções de melhoria da eficiência das redes de água e inventariar os activos disponíveis fazem parte da actuação ao nível do planeamento de investimentos e gestão de ativos, juntando-se também planos dedicados à segurança e controlo da qualidade da água, gestão ambiental e resposta a emergências.
“Vemos nestes contratos uma forma de partilhar procedimentos de gestão que, com sucesso, aplicamos noutras empresas do Grupo INDAQUA, mas adaptando-os à realidade de ambas as províncias, incluindo aos requisitos regulatórios aqui aplicados. Com as metas ambiciosas que estabelecemos, queremos garantir a estas empresas as ferramentas certas para que, a longo prazo, possam manter uma gestão autónoma e sustentável, a nível ambiental e financeiro”, explica Inês Saavedra, Directora Geral da Vista Water.
Os dois contratos, com um valor agregado superior a 10 milhões de euros, são financiados pelo Banco Europeu de Investimentos (BEI) e inserem-se no segundo Projecto de Desenvolvimento Institucional do Sector da Água implementado em Angola.
Com esta iniciativa, o Grupo INDAQUA, através da subsidiária Vista Water, consolida a sua presença em território angolano, onde opera há mais de 15 anos. No Namibe este é mesmo o segundo contrato realizado, tendo o primeiro sido financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento.
Fundado em 1994, o Grupo INDAQUA é líder na gestão de sistemas de abastecimento de água para consumo humano e de saneamento de águas residuais, e o maior operador no universo das concessões municipais em Portugal, onde serve mais de 810 mil pessoas.
Com cerca de 900 colaboradores, gere, em Portugal, as redes públicas de água e saneamento nos concelhos de Santo Tirso/Trofa, Santa Maria da Feira, Matosinhos, Vila do Conde, Oliveira de Azeméis, Barcelos, Paços de Ferreira e Marco de Canaveses.
Em Espanha, é responsável por 12 concessões de abastecimento de água e recolha e tratamento de águas residuais nas regiões de Toledo, Rioja, León, Jaén, Granada e Maiorca servindo perto de 80 mil pessoas.
A nível internacional, desenvolve, ainda, actividade em Angola, nomeadamente, na área de projetos de engenharia e assessoria técnica.
O Grupo INDAQUA actua também no apoio, manutenção e monitorização de infra-estruturas, prestando suporte tecnológico, de gestão e de operação, através das suas subsidiárias Aqualevel e Hidurbe, e, enquanto referência global em eficiência, disponibiliza os seus serviços a variadas empresas do sector e entidades públicas, nomeadamente, através de projectos de eficiência hídrica de curto prazo.

