A Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA) condenou o que erradamente considerou gravíssimos abusos de Liberdade de Imprensa por parte do Folha 8 que, por uma questão de respeito ao jornalismo e aos jornalistas, considero um respeitável Jornal.

Por José A.R. Quimo

Aquilo que defende uma aberração genética que dá pelo nome de Artur Queiroz, o sanzaleiro, é outra coisa que tem mais a ver com extorsão, chantagem e venda de intrigas e calúnias no mais absoluto desprezo pela Lei, a Ordem Pública e o regime democrático. É um caso de polícia. O sanzaleiro só persiste e reincide no crime porque existe uma claríssima falta de autoridade do Estado. Mais grave ainda: Alguns crimes cometidos, desde sempre, por este mercenário têm a clara conivência de órgãos de soberania. É altura de falar claro e destapar, de uma vez por todas, o manto diáfano da fantasia, para que todos tenham acesso à nudez forte da verdade dos factos.

Em 1992, Savimbi rejeitou os resultados eleitorais e regressou à guerra. Nas sangrentas batalhas de Luanda que se seguiram, a direcção da UNITA abandonou precipitadamente as instalações da sua sede no bairro de São Paulo, em Luanda. Ficaram dossiers com documentos altamente comprometedores, que comprovam a existência de um plano para tomar o poder pela força. Mas também uma lista dos seus serventuários na Comunicação Social. Dessa documentação, apenas foram revelados alguns pontos do diário do engenheiro Jeremias Chitunda, vice-presidente do Galo Negro. Se as autoridades fizerem o seu dever, entregam a lista ao Sindicato dos Jornalistas para que a organização de classe tome medidas contra profissionais implicados no assassinato do regime democrático, ainda no ovo, como é o caso do sanzaleiro Artur Queiroz.

Em plena guerra após as eleições, aconteceu o mesmo. Savimbi recebeu da Ucrânia, nas pistas do Bailundo e Andulo, toneladas de armamento pesado, desde blindados a canhões de longo alcance. Convenceu-se de que se tornara invencível. Por isso, as Forças Armadas Angolanas já estavam nas ruas do Andulo e o chefe do Galo Negro desfrutava do seu bunker, convencido de que estava seguro. Quando foi avisado do descalabro, fugiu precipitadamente e até deixou o computador ligado! Foi encontrada abundante documentação que comprova as ligações das tropas da UNITA às forças de defesa e segurança do regime racista da África do Sul, bem como a militares de alta patente das FAPLA.

Mas também listas de pagamentos da UNITA a políticos e jornalistas em Portugal. Um deles era exactamente o mercenário Artur Queiroz, um leproso moral que conspurca todos os jornalistas do mundo. Recebia do Jornal de Notícias (Porto) e da UNITA. Chegou a beneficiar da protecção do poderoso lóbi do Galo Negro em Portugal, bem como do MPLA. Acabou desmascarado. É vendido desavergonhado e complexado. Um retornado sem retorno, rancoroso. Vem da escola dos bufos da PIDE, como a ele se referia um dos Director do Jornal de Notícias, Frederico Martins Mendes. Destila ódio contra a UNITA como antes fizera em relação ao MPLA. Bajula quem mais paga. É servente do MPLA, absolutamente assumido… em função do valor do pagamento.

A reacção do Folha 8 à decisão da ERCA vai ficar nos anais da defesa da liberdade de imprensa. E a impunidade da ERCA só é possível porque falha a autoridade do Estado. Ou titulares dos órgãos de soberania querem que assim seja. O MPLA ocupou quase todas as províncias, partiu tudo, matou angolanos aos milhares, provocou milhões de deslocados e refugiados, assaltou as minas de diamantes e roubou milhares de milhões de dólares que dividiu com os seus donos.

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