As FAPLA (Forças Armadas do Peculato dos Ladrões da Angola), comandadas pelo general Bonito Visseprezidente, declararam guerra a Paulo Murrais, Presidente da Frente Cívica, e iniciaram uma Batalha do Koito-Karnaval em Portugal. O motivo para esta invasão militar deve-se ao facto de Murrais ter revelado o preço, muito elevado, do vestido de noiva da filha do general Bonito Visseprezidente. Este ficou muito chateado e foi imediatamente a Portugal iniciar essa Batalha do Koito-Karnaval.

Por Veríssimo Kambiote

Quando chegaram a Portugal, as forças comandadas pelo general Bonito Vissepresidente dominaram e prenderam o rio Tacho, com o fogo de artilharia dos tanques de guerra Valentebufa, e continuaram a ofensiva para o Norte de Portugal, na tentativa de dominar e prender o rio Patego, antes de desencadearem o Assalto Final ao rio Dolo.

Nessa passeata, as tropas comandadas pelo general Bonito Visseprezidente acamparam na localidade de Freixo de Espada nas Cuecas a almoçar, um cozido à portuguesa, bem regado com vinho do KarTacho. Após a refeição foram dormir a sesta para se prepararem para o ataque, com armas químicas, a Vila Velha do Sovaco, antes de avançarem para a conquista da aldeia de Fezes no distrito de Velha de Cagaia, o que possibilitaria a travessia do rio Dolo, usando os submarinos a pedal da marca Zundapé.

As tropas comandadas pelo general Bonito Visseprezidente, quando terminou o período reservado para a alimentação, sentiram-se demasiado desnorteadas. O general encontrou imediatamente uma explicação para o facto.

– É normal que isso aconteça devido ao elevado teor alcoólico do chouriço, do toucinho, das couves, das batatas, da sangrinheira, da farinheira… A sesta resolverá facilmente esse “prubulema” e vocês, minhas tropas, rapidamente regressarão ao estado de “prontidão combativa elevada”, aconselhado pelo general Disciplina, na Reipública da Angola do MPLA, quando efectuámos os planos estratégico e operacional da Batalha do Koito-Karnaval, em Portugal.

O Murrais estava fortemente armado com autoclismos, vassouras, pás e contentores do lixo para poder enfrentar as forças comandadas pelo general Bonito Visseprezidente. Não temeu a abertura de uma nova frente de militar com tropas provenientes de Espanha, de Braçodelona, porque o general Kapiango, padrinho do general Bonito Visseprezidente, encontra-se de quarentena por ter sido contagiado com o gamançovírus.

Foram todos dormir a sesta. O general Bonito Visseprezidente ressonou tanto que, devido a esse ruído ensurdecedor, o Instituto Nacional de Geofisga e Poluição Sonora informou a população, em geral, para sair de casa porque estava a ocorrer um terramoto.

O general Bonito Visseprezidente acordou com o ruído da correria da população residente naquela localidade, fugindo do terramoto. Ficou muito assustado e, com a roupa interior toda molhada de urina, deu uma ordem superior às suas tropas para retirar, regressarem a Liz Boa, apanharem os aviões da esTRAGG e fugirem, fugirem apressadamente e irem refugiar-se na base operacional.

As tropas comandadas pelo Bonito Visseprezidente obedeceram à ordem baixada pelo general. Após algumas horas de voo chegaram finalmente à base, localizada no Aeroporto Internacional “40 de Febreiro”.

A aguardar os militares, especialmente o general Bonito Visseprezidente, estava a banda do Laburrinho, vinda do Interior, para tocar o hino nacional do Musseque na cerimónia oficial do regresso das gloriosas FAPLA da Batalha do Koito-Karnaval em Portugal.

O general Bonito Visseprezidente já estava preparado para dar entrevistas, aos órgãos oficiais da comunicação social de serventia do governo do seu partido, quando surgiram as forças militares comandadas pela Ministra das Doenças. Estas baixaram um ordem superior da Ministra para enviarem o general Bonito Visseprezidente e os seus kapangas para o Centro de Currentena no Município do Toutenganar, para evitar a propagação do carronavírus.

O general Bonito Visseprezidente começou, aos gritos, a reclamar. A Ministra das Doenças colocou-lhe uma máscara na cara para o calar e para não contagiar. Ele calou-se.

Quando terminou a quinzena, (uma currentena de quinze dias), o general Bonito Visseprezidente baixou uma última ordem superior:

– Eu já decidi, não exonero a minha decisão, que a partir de agora, nos casamentos das minhas netas, bisnetas e abnetas deixarão de se usar vestidos de noiva. As minhas descendente só poderão usar cuecas de gola alta para evitar as críticas maldizentes do Paulo Murrais de Portugal.

Nota. Todos os artigos de opinião responsabilizam apenas e só o seu autor, não vinculando o Folha 8.