O que acompanho no Folha 8 permite-me assumir a importância deste jornal na democratização de Angola e no Direito à Vida dos Angolanos desde que nasceu. Na verdade lidar com a comunicação em país pobre e em quase ditadura não é tarefa fácil desde o angariar meios financeiros de sobrevivência até ao Direito de Informar e Formar a comunidade de leitores e o Folha 8 e quem lá labora com o William Tonet sabe bem o que se passa.

Por Joffre Justino

Porque Informar é muito mais que obter a informação é também o saber o como e o quando Informar por forma a distanciar-se dos do status quo que informam como o mesmo status quo quer e quando ele quer.

Desde o inicio que o Folha 8 se posicionou de fora do status quo de fora da caixa pagando com bom pagar por tal mas por isso marcando o seu espaço por entre os media que vão existindo em Angola sendo um jornal angolano para angolanos

Tenho escrito aqui e ali e também no Folha 8 que na realidade substituiu para melhor o Terra Angolana que ajudei a nascer com o Norberto Castro e o Luís Filipe Figueiredo em 1992 numa experiência que continuou para além de mim mas que só teve continuidade quando o William Tonet se lançou neste projecto.

E este jornal sobreviveu às guerras civis e continuou para além da rendição da UNITA mostrando ser um jornal das oposições e não de uma oposição.

Por isso digo que é um jornal que ficará para a História de Angola e para a História das Lutas Democráticas em África e no Mundo tal como a equipa e o seu director por muito que tal doa aos muito poucos que se apoderaram pela força das riquezas deste país maravilhoso e que por consequência da concentração da riqueza quase toda ela nas suas mãos bloqueiam o país.

Angola vive novos momentos complexos momentos aliás tornando o Folha 8 em uma nova aventura pela Liberdade e a Democracia que queremos melhor que quero que vingue.

O Folha 8 ao continuar a História e o seu relato sobre os que combateram pela Independência e pela Democracia num país rico ficará na História da escrita, como o média (órgão de imprensa) que na luta contínua deixará a sua marca entre os Angolanos.

Que continue o Folha 8 a ser como é e o meu desejo é o de manter a força dos que amam a Liberdade.

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