ANGOLA. A transportadora aérea angolana TAAG foi retirada da “lista negra” de aviação da União Europeia, podendo voltar a voar sem restrições no espaço aéreo europeu, o que já não sucedia desde 2007, anunciou hoje a Comissão Europeia.

Ao actualizar hoje a sua “lista negra” de companhias aéreas impedidas de sobrevoar território comunitário por motivos de segurança, a Comissão indica que “há notícias positivas para Angola, uma vez que a sua companhia nacional TAAG – Angola Airlines, assim como a Heli Malongo, que operavam com restrições desde Novembro de 2008, foram retiradas da lista”.

A decisão foi tomada com base na opinião unânime emitida pelos peritos de segurança dos Estados-membros que se reuniram entre 2 e 4 de Abril em sede do Comité de Segurança Aérea, presidido pela Comissão Europeia com o apoio da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA), precisa o executivo comunitário.

A TAAG foi incluída na “lista negra” da UE em Julho de 2007, tendo em finais de 2008 voltado a ser autorizada a voar para a Europa mas sob restrições operacionais, podendo apenas voar, numa primeira fase, para Portugal, e apenas com três aviões da sua frota “validados” por Bruxelas, tendo as restrições mudado ligeiramente ao longo das sucessivas actualizações da lista desde então.

Até à actualização de hoje, a TAAG continuava com restrições para parte da sua frota, só podendo voar no espaço aéreo europeu com os aparelhos Boeing B737-700, Boeing B777-200, e Boeing B777-300.

A lista de segurança aérea da UE, denominada “lista negra”, proíbe agora um total de 120 companhias aéreas de voarem para a União Europeia, sendo 114 transportadoras certificadas em 16 países devido à falta de fiscalização da segurança pelas autoridades nacionais da aviação, e as restantes seis devido a preocupações relativas às próprias companhias, entre as quais a venezuelana Avior Airlines.

Entre as companhias certificadas por 16 países permanecem as transportadoras angolanas com excepção da TAAG e Heli Malongo, bem como as de São Tomé e Príncipe, tendo hoje sido incluídas todas as companhias da Moldova com excepção de três (Air Moldova, Fly One e Aerotranscargo).

Lusa

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