Américo Cuononoca, soba da bancada “paralamentar” do MPLA na Assembleia Nacional, dizem, manifestou-se contra a eventual despromoção do general “Kopelipa”, porque isso iria manchar o nome do MPLA? Manchar o nome do MPLA? Isso é impossível porque esse nome já tem tantas nódoas, muitas delas de sangue, e já falta espaço para novas manchas.

Por Domingos Kambunji

Manchar o nome do MPLA?!… Ouviram bem? Quantos generais do MPLA se transformaram em anedotas ambulantes, caricaturas matumbas de narcisismo sanzaleiro, objecto de chacota nos territórios nacional e estrangeiro?

Os generais do MPLA, moços de recados dos militares cubanos e russos, num país a sério seriam o quê? Sargentos, furriéis… soldados rasos?

É impossível, neste momento, porque seria muito demorado, referir todos “Os Manchas”, que são ou foram generais do MPLA. Assim, à primeira vista, o MPLA parece ter mais Manchas como generais do que o país tem de população (cerca de 30 milhões de cidadãos, a maioria pobres e esfomeados).

Vamos então tirar alguns retratos d’ Os Manchas, generais do MPLA:

O generalíssimo Américo Cuononoca é soba do grupo “paralamentar” do MPLA. Nos países civilizados os deputados controlam as actividades do governo. Na Re(i)pública da Angola do MPLA os “deturpados” do grupo “paralamentar” do MPLA obedecem apenas às ordens do presidente, dono do governo.

O general Disciplina é o Comandante das Forças Armadas em Militares da Re(i)pública da Angola do MPLA. É o tal que colocou as forças armadas em militares em “prevenção combativa elevada” só porque se estava a realizar-se um congresso do Partido da Corrupção e Roubalheira. Querem maior anedota do que esta? Não mancha o Partido da corrupção e roubalheira porque o MPLA já está demasiado manchado.

O general “Kopelipa”, general de 4 estrelas, foi o chefe da casa civil na presidência da Re(i)pública no tempo da roubalheira descarada, no reinado de José Eduardo dos Santos. Dizem que foi um dos beneficiários de multi-milhões de dólares da cleptocracia. A lei não diz que a promoção a generais de 4 estrelas é para militares que se destacam apenas no gamanço. O general “Kopelipa” nem deveria ser general de 4 planetas ou satélites destes, quanto mais de 4 estrelas!…

O general João Lourenço, também conhecido por o general João Promessas, disse que se fosse nomeado para o cargo de Presidente da Re(i)pública iria “fazer mais com menos dinheiro, levaria a Califórnia para Benguela, levaria o kimbóio para as Luandas, criaria 500 mil empregos”… Agora que é presidente o país “zenvolveu” muito para estar em recessão, a seguir registou um ano de recessão, diz-se que nos próximos dois anos irá estar em recessão… O general João Promessas, que consegue “zonerar” quase tudo, ainda não foi capaz de “zonerar” a recessão?

O general Walla, no tempo em que o José Eduardo dos Santos andava a dizer que implantou a paz, chefiou o grupo de kapangas que matou o miúdo Rufino António, só porque este se manifestou quando estavam a derrubar a cubata pobre onde ele residia com a restante família, muitíssimo pobre.

O general Dino foi um dos Dinossauros do tempo da “acumulação primária de riqueza”. Usando outras palavras mais ajustadas para traduzir este zêduardez, no tempo o em que se enriquecia muitíssimo com capitalismo selvagem, o kapiango.

O general Higino Carneiro, também conhecido pelo general Serrote, foi o tal que fundou uma unidade industrial de madeira. Essa indústria da madeira não consistia em construir mobiliário, foi apenas o derrube de árvores que já lá estavam, muitas gerações antes do general Serrote ter sido nomeado para desempenhar funções de governador provincial. O general Serrote foi o governador do Cuando Cubango que prometeu construir 4 mil quilómetros de estradas alcatroadas mas… O general Serrote depois foi exportado para Luanda. Em Luanda dizia-se que ele iria “avançar muito a província para a frente”. Não demorou muito tempo até ser corrido. Não foi alcunhado de general Promessas Fracassadas porque esse título estava reservado para o general João Lourenço, Ministro da Defesa da Corrupção no tempo do José Eduardo dos Santos.

O general Kundi “paiLama”, depois de ter sido uma enorme desgraça como Ministro e governador do Huambo, foi exportado para desempenhar o cargo de governador do Cunene. Nesta província destacou-se como Arquitecto de Cacimbas. Só fez asneiras. Estamos desconfiados de que, quando ele foi exonerado, levou as cacimbas para Luanda, porque o Cunene está a atravessar uma seca muito profunda, com uma enorme falta de água.

É demasiado elevado o número de Generais Anedotas, matumbos ambulantes, do MPLA. Não queremos ir embora sem destacar o general mais general de todos os generais do MPLA, o general de 24 estrelas, Bento Kangamba.

O general Bento Kangamba, famoso a nível nacional e mundial, foi o tal que disse que existiam epidemias nosso país e morriam muitas pessoas porque “Angola chove muítu”! Esta afirmação já foi feita há algum tempo. Neste momento as populações do Cunene, Cuando Cubango, Huíla, Namibe, Bié, Moxico… devem estar muito saudáveis porque “Angola não está a chuver”, regista-se uma seca muito profunda no Sul.

Haverá necessidade de continuar a existir uma Ministra da Saúde, se a população do Sul do país é muitíssimo saudável, porque “Angola não chove”?

Haverá lixívia, por mais concentrada que ela seja, capaz de apagar estas nódoas provocadas pelos Generais Manchas do MPLA? Será impossível apagar tantas nódoas. Que tal experimentar soda cáustica para limpar o nome do MPLA e transformar o Américo Cuononoca, soba da bancada “paralamentar” do MPLA na Assembleia Nacional, num “deturpado” mais consciente e feliz?

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