A passagem do ciclone Idai no centro de Moçambique e as cheias que se seguiram já provocaram, desde quinta-feira mais de 200 mortos, anunciou hoje, na cidade da Beira, o Presidente moçambicano Filipe Nyusi.

O chefe de Estado falava durante uma reunião do Conselho de Ministros realizado na cidade da Beira, parcialmente destruída pelo ciclone. “Porque a situação está grave, o Governo vai decretar a emergência nacional na República de Moçambique”, referiu.

O chefe de Estado actualizou o número de mortes em consequência da passagem do ciclone pelo país de 84 para mais de 200.

“Pela informação que nos foi fornecida aqui, neste contexto de mortes confirmadas (…) estamos nos 200 e tal”, acrescentou o chefe de Estado, que na segunda-feira disse recear que o balanço final ultrapasse o milhar de mortos.

Filipe Nyusi anunciou ainda três dias de luto nacional em Moçambique.

“Sabendo de 350 mil cidadãos que estão em situação de risco e da severa destruição devido a esta tragédia, então o Conselho de Ministros decide decretar o luto nacional na República de Moçambique, por um período de três dias, com início às próximas 00:00 horas do dia 20 de Março”, disse o chefe de Estado.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué já provocou pelo mais de 400 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respectivos governos desde segunda-feira.

Mais de 1,5 milhões de pessoas foram afectadas pela tempestade naqueles três países africanos.

O Idai, com fortes chuvas e ventos superiores a 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

No Zimbabué, as autoridades contabilizaram pelo menos 82 mortos e 217 desaparecidos, bem como cerca de 1.600 casas e oito mil pessoas afectadas no distrito de Chimanimani, em Manicaland.

No Maláui, as estimativas do Governo apontam para pelo menos 56 mortos e 577 feridos, com mais de 920 mil pessoas afectadas nos 14 distritos atingidos pelo ciclone, incluindo 460 mil crianças.

Lusa

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