Um grupo de indivíduos desconhecidos vandalizou, nos últimos dias, os bens públicos existentes no Complexo Turístico “Monumento a Paz”, na cidade do Luena, província do Moxico, destruindo a sua instalação eléctrica e assentos do jardim que circunda o recinto.

No passado dia 23, o Comandante Geral da Polícia Nacional, comissário-geral Paulo Gaspar de Almeida, afirmou, em Luanda, que o vandalismo público que se regista actualmente em Angola é um crime com pendor político. Já em 2015 Paulo Gaspar de Almeida dizia que as últimas manifestações convocadas pelos partidos da Oposição tinham como objectivos a tomada do poder, um golpe de Estado…

O acto de vandalismo na cidade do Luena, denunciado hoje pelo vice-governador provincial para o sector Político, Económico e Social, Carlos Alberto Masseca, consistiu no saque de cabos eléctricos e a remoção da madeira dos 45 assentos montados no referido parque de lazer.

Masseca explicou, por outro lado, que os meliantes saquearam as portas e janelas de alguns estabelecimentos de ensino sedeadas nos bairros periféricos da cidade do Luena, manifestando-se desapontado com os actos de pilhagens, reiterou o apelo aos munícipes para contribuírem para a protecção dos bens públicos, através da denúncia daqueles que atentam contra todos os esforços feitos pelo Executivo no sentido de melhorar as condições de vida da população.

Entrevistado pela Angop, o director do Complexo turístico do Monumento a Paz, Raimundo Zango Matchai, sugeriu aumentar o número do efectivo da Polícia e a restrição das entradas do pessoal no recinto para permitir a melhor gestão e controlo de bens existentes.

Para o responsável, a falta de iluminação da infra-estrutura é um dos factores que facilita os assaltos, pois os respectivos geradores carecem de manutenção por inexistência de meios financeiros.

O Monumento simboliza a paz efectiva alcançada em 2002 no país, comporta uma bomba branca com uma extensão de cerca de 30 metros de comprimento construído à base de cobre e ferro.

Nos arredores do Complexo Turístico foi edificada uma área administrativa constituída por quatro gabinetes, sala de reuniões para 40 pessoas e outra de espera. Na área social foi erguido um restaurante para 60 pessoas, uma sala de conferências com capacidade de 64 lugares, biblioteca, sala de Internet, de leituras e vários balneários.

Sobre o assunto, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, garantiu em Agosto último, na província do Huambo, que os tribunais passarão a tratar com maior celeridade os crimes de vandalização de bens públicos, realçando a necessidade de se combater o fenómeno com a integração de todos elementos da sociedade.

Paradigmática é a tese de Paulo Gaspar de Almeida, para quem os criminosos estão a sabotar para inviabilizar o progresso e o desenvolvimento do país: “Estes autores querem estancar o progresso do país contudo não vão conseguir”.

Paulo Gaspar de Almeida manifestou preocupação com um certo tipo de crimes que ultimamente têm vindo assolar o país, nomeadamente os passionais violentos, utilização de armas de fogo, roubos violentos, violações e vandalismo de bens públicos. E, é certo, não tenhamos dúvidas que os crimes passionais violentos também são uma forma de os protagonistas, por razões políticas, “querem estancar o progresso do país”.

O Comandante da Polícia acrescentou que esses crimes têm vindo a criar um certo sentimento de insegurança no seio das populações, realçando que este tipo de situações vão ter resposta dos órgãos competentes que garantem a ordem e a tranquilidade pública, bem como da justiça.

O Comandante Geral da Polícia Nacional apelou ainda, com uma perspicácia notável, às entidades de direito no sentido das leis em vigor no país serem elementos encorajadores da manutenção e preservação da ordem e tranquilidade públicas. Tem razão. Isto porque, a fazer fá nas suas palavras, nem todas as leis encorajam a manutenção e preservação da ordem e tranquilidade. É isso, não é comissário-geral Paulo Gaspar de Almeida?

“A partir do próximo mês vamos desenvolver acções operacionais de grande dimensão, com a participação das administrações locais, associações cívicas e cidadãos patriotas e de boa-fé, com vista a resgatar a ética, o civismo e a autoridade do Estado”, frisou.

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