As operadores de telecomunicações em Angola, principalmente, de televisão, internet e telefonia móvel, por falta de concorrência, por manifesta incúria e não raras vezes por incompetência, pouco se importam com a qualidade dos serviços prestados.

“Tenho contrato com a TVCABO, que começou com uma boa campanha de aliciamento de clientes. Campanha legítima mas que, com o tempo, virou um atentado às cláusulas contratuais e desrespeito pelos serviços pelos quais é paga”.

A empresa desviou muitos de outras pradarias, onde se incluiu William Tonet (Director do Folha 8). Nos últimos tempos, infelizmente, os serviços têm estado a baixar drasticamente de qualidade e a assistência técnica é cada vez pior, seja por falta de meios adequados ou qualificação do pessoal que se desloca ao terreno para – como é dever contratual – solucionar as reclamações técnicas.

Há cerca de três meses que, na morada do cliente, é péssimo o sinal de internet, que, infelizmente, se estende à Redacção do Folha 8. Não sabemos se é coincidência ou não, mas o certo é que a situação é péssima nos dois locais e incompatível com o desempenho profissional de quem faz deste serviço o seu meio de trabalho.

Quase diariamente, às vezes mais do que uma vez por dia, se alerta a TV CABO para a situação. Embora não resolva o problema, a empresa é célere a cortar os serviços caso o cliente se atrase na liquidação da respectiva factura, nada adiantando a explicação de o serviço contratado não foi, de facto, prestado.

A TVCABO, que se afirma como marca pioneira na distribuição de dados e conteúdos por cabo no continente africano, tem em Angola igual participação de capital da Angola Telecom e do Grupo Visabeira, “reconhecidos especialistas na área das telecomunicações”.

Acrescenta a empresa que, “usufruindo do know-how tecnológico destas duas entidades, é o único operador de conteúdos e dados por cabo do país disponibilizando, simultaneamente, televisão, internet e voz, com sinal inteiramente digital”.

A TVCABO iniciou a construção da sua rede em Angola em 2002 e foi inaugurada a 10 de Março de 2006, sendo neste momento – diz a empresa no sei Site, “detentora de uma moderna infra-estrutura de rede e operadora de televisão, internet e voz por cabo”. A expansão – acrescenta – “da rede tem sido contínua não só na zona de Luanda, onde se continuará a desenvolver à medida que a cidade cresce e que as infra-estruturas são criadas, mas igualmente noutras cidades do país como é o caso da operação em Benguela e no Lobito, com uma rede totalmente construída em fibra óptica”.

“Com recurso às mais avançadas tecnologias e através de uma moderna rede digital bi-direccional, a TVCABO disponibiliza em Angola um serviço de distribuição de sinal de televisão por cabo, Internet de banda larga, voz fixa e outros serviços interactivos, multimédia e complementares”, esclarece a empresa.

Não consegue, contudo, esclarecer, explicar, ou resolver problemas dos seus clientes como o agora apresentado.

É certo que a SGS ICS – Serviços Internacionais de Certificação conferiu à TVCABO Angola o certificado de conformidade PT12/03910 referente à certificação da TVCABO Angola de acordo com a norma NP EN ISO 9001:2008, que confere e permite o desenvolvimento de metodologias na prestação do serviço aos clientes, nomeadamente através da certificação de sistemas de gestão da qualidade, ambiente e segurança, certificação da conformidade de produtos, entre outros.

A certificação de uma empresa consiste na avaliação e no reconhecimento formal do seu sistema de qualidade, de acordo com normas e/ou especificações previamente definidas. Mas será mesmo assim, quando há meses deixa o cliente “pendurado” sem serviços – ou com serviços deficientes -, mau grado as sucessivas e sistemáticas reclamações?

Se a Certificação de Sistema da Qualidade, além de constituir um factor de prestígio, evidencia também a capacidade das empresas para satisfazer as exigências cada vez mais elevadas dos clientes, o que dizer do presente caso?

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