ANGOLA. A empresa tecnológica portuguesa Reditus disse hoje, em comunicado ao mercado, que tem créditos no valor de 50 milhões de euros a receber de entidades públicas de Angola e que espera conseguir essa receita no prazo máximo de 30 meses.

“Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 248º – A do Código dos Valores Mobiliários, a Reditus vem pelo presente informar que existem créditos a receber pelas suas participadas, sobre entidades públicas angolanas, no montante de aproximadamente 50 milhões de euros”, lê-se no comunicado hoje divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal.

Segundo a empresa, este valor representa 84% do seu saldo total de clientes, 29% do total do activo e 157% do capital próprio.

Na informação divulgada ao mercado, a Reditus diz que tem a “convicção” de que “os créditos serão recebidos em Portugal, em euros, ao longo de um período estimado de 24 a 30 meses” e que há negociações a decorrer nesse sentido “através do plafond protocolado da convenção de cobertura de riscos de crédito à exportação de bens e equipamentos e serviços Portugal-Angola, com cobertura do seguro de crédito da COSEC – Companhia de Seguros de Créditos”.

A Reditus diz que estes 50 milhões de euros a haver de Angola resultam da venda de bens e equipamentos desde 2009, no âmbito de projectos tecnológicos, e que a primeira facturação foi de 2013, não tendo havido desde então qualquer recebimento de dinheiro.

“Foram recebidos aproximadamente nove milhões de euros no ano de 2013, não tendo ocorrido desde essa data fluxos financeiros relacionados com os projevtos”, refere.

A Reditus ainda não divulgou os resultados referentes a 2017.

Em 2016, teve prejuízos de 2,9 milhões de euros, que comparam com lucros de 264 mil euros em 2015.

A Reditus é uma empresa portuguesa que actua na área das tecnologias de informação, com presença em Portugal, Angola, Guiné Equatorial e Moçambique.

De acordo com a estrutura accionista divulgada na página da empresa, Miguel Pais do Amaral é o principal accionista com 24,74% do capital, seguido do banco BCP com 16,3% e da família Moreira Rato com 10,12%.

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