Combate ao analfabetismo, pobreza, corrupção e incremento de acções de afiliação partidária constituem as prioridades estabelecidas pela nova secretária provincial de Benguela da Organização da Mulher Angolana, (OMA) Maria da Graça António, eleita neste sábado. Os angolanos agradecem. É mais uma fonte oficial do MPLA/regime a dizer que, após 42 anos de governo do MPLA, o analfabetismo, a pobreza e a corrupção continuam como pujantes instituições nacionais.

Na sua primeira intervenção, Maria Graça António defendeu maior coesão e prometeu trabalhar durante o seu consulado pela continuidade, de forma a valorizar as acções desenvolvidas pela antecessora, à luz do lema do partido “Melhorar o que está bem e corrigir o que esta mal”, na perspectiva de uma organização forte, estável e homogénea, sem discriminação regional, tribal e rácica.

Maria da Graça António, eleita durante a 1ª Assembleia Provincial extraordinária, em substituição de Leonor Armando Fundanga que deixou o cargo por inerência de funções no Governo Central, admitiu ser árduo o desafio, mas concretizável.

Atendendo ao actual contexto, apelou à contribuição e à entrega das militantes e simpatizantes da OMA para o cumprimento da missão, em prol do povo angolano e mulheres de Benguela, visando atingir os desígnios desta organização política do MPLA.

Sob o lema “Mulheres angolanas firmes pela igualdade e bem estar social ”, o evento serviu igualmente para apresentação do relatório síntese das actividades realizadas pelo Secretariado Provincial Executivo entre Fevereiro de 2016 a Junho de 2018.

A reunião, que congregou 457 delegadas de 10 municípios da província, aprovou ainda as menções, de total e incondicional apoio, ao Presidente da Republica, João Lourenço, pelo seu engajamento a favor da Unidade Nacional, Democracia e do Desenvolvimento sustentável do país, e a José Eduardo dos Santos, Presidente do MPLA.

Os trabalhos da 1ª Assembleia Extraordinária foi testemunhado pelo grupo de acompanhamento da província de Benguela, chefiado pela Secretária-Geral Adjunta, Maria Isabel Molunga Mutunda, que na ocasião aplaudiu o esforço do Secretariado Executivo Provincial pela realização exitosa do evento e também do nível participativo das delegadas.

Maria da Graça António, até à data da sua eleição, chefiou o departamento de solidariedade e aconselhamento jurídico da OMA, sendo membro do Comité Nacional da Organização e do Comité Provincial do MPLA.

Mulheres de… primeira

Em Fevereiro deste ano, António Paulo Cassoma assumiu, em Malanje, o seu papel de secretário-geral do branqueamento do MPLA mas, igualmente, de responsável pelo pelouro do humor e do anedotário nacional, para além da já conhecida cátedra de (embora de forma partilhada) emissão de atestados de matumbez aos angolanos.

Vai daí, António Paulo Cassoma divulga que o MPLA quer mais responsabilidade e disciplina dos militantes na dinamização do combate à corrupção, nepotismo, impunidade e outras práticas de má gestão da coisa pública, previstos nas acções do partido e garantir o sucesso do programa de governação para o quinquénio 2017-2022.

Das duas… três. Ou é mentira que o MPLA está no poder desde 1975, ou António Paulo Cassoma só em Fevereiro de 2018 chegou ao partido, ou a corrupção, o nepotismo e a impunidade são males muito recentes.

António Paulo Cassoma fez esta “candidatura” ao anedotário nacional durante o lançamento da agenda política nacional do partido para 2018, frisando que o MPLA deve materializar tudo quanto prometeu durante a campanha eleitoral, com realce para o combate aos referidos males e a satisfação das aspirações do povo.

É certo que o ano ainda estava no princípio, e que o “Nobel” do anedotário angolano ainda vai contar com muitos outros valiosos contributos. Mas, apesar disso, é de crer que o contributo do secretário-geral do MPLA é notável e sério candidato à vitória.

António Paulo Cassoma precisou que nestes esforços, os militantes devem ser cada vez mais patriotas (apoiando o roubo descarado que o MPLA fez ao longo de 42 anos) e ajudando o Executivo, através da difusão do impacto das medidas económicas e sociais em curso no país, como forma de se moralizar e resgatar a confiança da sociedade pelas instituições públicas, tendo recordado ainda que o MPLA tem grandes responsabilidades em criar todas as condições para que os desideratos dos angolanos de ver o país a crescer se efectivem.

Mais grave do que esta enciclopédia de mentiras é o facto de António Paulo Cassoma saber que, para cumprir “ordens superiores”, tem de mentir. E é pena. É certo que, desde sempre, o MPLA mente às segundas, quartas e sextas e é mentiroso às terças, quintas e sábados. Ao domingo vai preparar a ladainha da semana, entre lagostas e outros manjares só ao alcance dos eleitos pelos deuses do… partido.

Como se isso não bastasse, António Paulo Cassoma garante que o partido (obviamente com o dinheiro do Estado) vai criar condições para que a JMPLA e a OMA assumam um protagonismo cada vez maior na sociedade, sobretudo nos segmentos onde cada uma se insere, por meio de uma interacção mais dinâmica com as comunidades, cabendo ainda à ala feminina a consolidação do seu papel de vanguarda na luta pela estabilidade das famílias.

Outra questão não menos importante que, segundo o secretário-geral do MPLA, foi tida em conta na agenda política do partido para 2018, é a revitalização da crítica e do debate político no seio do partido, instituições sociais e em espaços académicos, exortando, por isso, os militantes a estar aptos em dar o seu contributo face aos distintos fenómenos sociais e políticos, tendo sempre em conta a diversidade de pensamento e melhoria do desempenho da organização.

No domínio da diplomacia partidária, António Paulo Cassoma destacou a necessidade do fortalecimento da cooperação e solidariedade para com os partidos políticos com os quais o MPLA detém laços históricos, sobretudo os da região e os da internacional socialista.

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