Na sexta-feira, 27 de Abril, um Tribunal Comercial da Inglaterra e do País de Gales emitiu uma ordem de interdição, proibindo companhias ligadas ao cidadão ango-suíço Jean-Claude Bastos de movimentarem cerca de 3.000 milhões de dólares provenientes do Fundo Soberano para investimentos.

Segundo fontes ligadas à investigação, 18 companhias ligadas a Bastos estão abrangidas pela decisão de José Filomeno dos Santos (Maka Angola).

“Zenú”, é o máximo! Faz contas de sumir dinheiro como quem respira, parece uma necessidade vital. E lá vai ele, escorreito, a passear de jipão pelas ruas e estradas do mundo, enquanto em Angola se esconde e rasa os muros com vergonha de ser reconhecido, ou, pelo contrário, por se considerar membro duma nobreza que só existe na sua cabeça e na dos que agem à sua maneira.

Na “pole position” da gente que pensa como Zenú está um longevo parceiro de negócios, o ango-suíço Jean-Claude Bastos, procurado ou, pelo menos, já cercado e a sentir os seus calcanhares a serem mordidos pelas polícias de vários países do mundo. Juntaram-se os dois à esquina a tocar a concertina!…

A Zenú, papai Zedú tinha-lhe posto nas mãos os 5 biliões e meio de USD do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), e o filhote passou esse dinheiro (85%, ao que parece) a Bastos, para ele o gerir à sua maneira. Ambos já tinham o seu banquinho, Zenú, o Kwanza, Bastos, o Quantum, duas espécies de “concertinas abstractas”, e ambos, em perfeita harmonia, compuseram músicas financeiras, também abstractas.

Como em circuitos das altas finanças muita coisa também é abstracta, ou pode de repente vir a ser, sobretudo o dinheiro vivo, não se sabe ao certo o que estes dois senhores fizeram. Uma coisa é certa, os biliões do FSDEA foram desviados dos seus nobres fins e a justiça das ilhas Maurícias e do Reino Unido investigam a fundo os ziguezagues bancários por onde eles têm passado e querem saber onde ele está.

Investigação aberta para saber onde está o dinheiro do FSDEA, teve o seu começo quando as autoridades das Maurícias congelaram, a pedido de Angola, dezenas de contas bancárias e suspenderam também as licenças de operação dos fundos de investimentos da Quantum Global.

Ora acontece que a Quantum era o principal parceiro de investimentos do FSDEA, dirigido então por Zenú e, por ora, a investigação sobre o paradeiro dos milhares de milhões de USD desse fundo estende-se a tribunais do Reino Unido e das ilhas Maurícias. Esses Estados querem saber quantas propriedades os dois parceiros, Zenú e Bastos, possuem. Bastos já começou a atirar-se ao ar, a sua Quantum Global nega tudo e ameaçou recorrer à “arbitragem internacional” para resolver o diferendo e também à Suíça, já que este país tem um tratado bilateral de investimentos com as Maurícia.

Certo, ele pode, mas…segundo o Maka Angola, fonte destes dados, no dia 7 de Novembro de 2014, 5 milhões de USD foram transferidos da conta da Quantum Global African Infrastructure (de Bastos nas Maurícias) para o Standard Bank (Mauritius) Ltd.; depois, a 20 de Dezembro de 2016, 100 milhões; a 4 de Março de 2015, 15 milhões aterraram noutra conta do Banco Kwanza de Zenú, e noutras contas bancárias em nome da Caioporto SA, de Bastos; a 12 de Julho de 2017, duas transferências no valor de 46,7 milhões e de 13,3 milhões de USD, foram feitas da conta da Quantum Global African Infrastructure respectivamente, para o Deltec Bank e Trust Limited, em Nassau, Bahamas, para aquisição de acções da Caiorina Ltd e para o investimento na Capoinvest. Lista longe de ser exaustiva!

«A Unidade de Informação Financeira das Maurícias (UIF) assegura que estas transferências, no total de 180 milhões de dólares, seriam destinadas ao projecto do Porto do Caio, em Cabinda, administrado pela Caioporto, de Jean-Claude Bastos».

Com base nestas informações, a UIF afirma ter razões válidas para acreditar que Bastos “se apropriou indevidamente de fundos do FSDEA para seu uso pessoal e benefício, e que há sérios riscos de desperdício e transferência ilegal de dinheiro do FSDEA para terceiras entidades, quando este dinheiro pertence ao povo angolano».

Jean-Claude deslocou os negócios para as Maurícias porque a 12 de Julho de 2011 foi condenado pelo Tribunal Criminal de Zug, na Suíça, por “delitos criminais qualificados e repetidos de má gestão de empresas”. Estamos entregues à bicharada.

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