ANGOLA. O director provincial da Educação de Luanda rejeitou hoje as acusações de “abuso de poder e obstáculo ao exercício da actividade sindical” que lhe são atribuídas, considerando-as “caluniosas e infundadas”, e afirmou-se “tranquilo” caso seja notificado.

“Não sei nada, não passam de calúnias infundadas e estamos preparados para vencer mais esta etapa. É próprio e quem está na chuva molha-se, nós somos servidores públicos e se calhar não agradamos a todos e é normal”, disse André Soma, em declarações à Lusa.

André Soma, que afirmou que a sua gestão de há 21 anos “não é danosa”, reagia às acusações do Sindicato Nacional de Professores e Trabalhadores do Ensino Não Universitário (SINPTENU) de Angola, que apresentou na segunda-feira uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR), acusando-o igualmente de “corrupção e nepotismo”.

“Tranquilizo a população que eu não estou a fazer gestão danosa, por isso é que estou há 21 anos nesta casa e toda minha gestão é acompanhada por tudo e por todos, pelos órgãos competentes que acompanham a actividade”, sublinhou.

O responsável disse que “deve haver uma outra fundamentação” e manifestou abertura para o diálogo com o SINPTENU.

“A casa está aberta para eles, também são filhos e não há nenhum problema”, disse.

O Sindicato Nacional de Professores e Trabalhadores do Ensino Não Universitário (SINPTENU) de Angola apresentou, na segunda-feira, uma queixa-crime contra o director provincial da Educação de Luanda, acusando-o de “abuso de poder e obstáculo ao exercício da actividade sindical”.

Em nota de imprensa, o SINPTENU informou que a participação criminal contra o director provincial de Educação de Luanda, André Soma, entrou ao princípio da tarde de segunda-feira na PGR de Angola, com acusações ainda de “corrupção e nepotismo”.

Segundo o documento, assinado por Zacarias Jeremias, secretário-geral daquele sindicato, o director de Educação de Luanda terá pago uma avultada quantia em dinheiro a um grupo de membros para “desestabilizarem o sindicato”.

O comunicado, aludindo à queixa formalizada segunda-feira, enumera ainda várias práticas supostamente orientadas pelo director de Educação de Luanda, com o propósito de criar instabilidade ao SINPTENU, entre elas a “legitimação de um professor expulso do sindicato por conduta indecorosa por ele financiada”.

Para o director provincial da Educação de Luanda, “eles (SINPTENU) são livres de acusar sobre as matérias que quiserem acusar”, reiterando “estar tranquilo” e afirmando que, caso receba qualquer intimação, também “vai accionar os mecanismos legais”.

De acordo com André Soma, existe “muita intoxicação” de informações a seu respeito nas redes sociais, sublinhando que os internautas que assim procedem “estão a perder tempo a inventar coisas”.

Lusa

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