A empresa African Daily Voice anunciou hoje o lançamento de uma nova agência noticiosa continental: a ADV. Sediada em Malabo, na Guiné Equatorial, a empresa multinacional, especializada em conteúdos e meios de comunicação, dispõe de uma newsroom em Casablanca (Marrocos) e propõe um serviço multilíngue (francês, inglês, árabe).

A globalização e a multiplicação dos canais de comunicação consagraram a supremacia de três agências noticiosas. A emergência de novos suportes não impediu que se desse uma uniformização da informação. A revolução digital permite construir um grupo de imprensa internacional e ambicioso ao serviço de África.

«Nos nossos países, as redes de informação continuam dominadas pelos meios de comunicação ocidentais. Os seus relatos dos eventos africanos nem sempre reflectem a verdadeira identidade dos nossos povos, da nossa cultura, da nossa língua», declara Toussaint Alain, director-geral da agência pan-africana ADV. «Impuseram a sua própria visão do mundo, com vista, antes de mais, a preservar os seus interesses,» acrescentou.

Alain considera que «esta situação não é inócua. Não podemos permitir que estas agências sejam as únicas fontes de informação do público africano sobre os acontecimentos de África e outros continentes. Os eventos, a sua génese e evolução raramente são apresentados ao mundo exterior com objectividade e exactidão. A imagem de uma África miserabilista ainda persiste na imprensa ocidental».

No entanto, «a independência da informação, a pluralidade das fontes e a presença no mercado de conteúdos apresentam os mesmo desafios que a luta contra o imperialismo e o neocolonialismo. Desempenham um papel essencial no processo de libertação política, social, económica e cultural do nosso continente», afirma Toussaint Alain.

Motivados por uma visão a longo prazo para África, os fundadores e investidores do novo grupo de meios de comunicação aposta exclusivamente em competências africanas para desenvolver conteúdos em duas vertentes: baseados na pura informação, mas também numa interacção entre os povos e as instituições.

«Iremos implementar uma estratégia para contrabalançar a influência excessiva destas agências, que constituem a principal fonte de meios de comunicação ditos internacionais. A ADV produzirá informações alternativas aos relatos das agências ocidentais, optando por uma visão pan-africanista e imparcial da actualidade», promete o responsável do novo grupo.

Para enfrentar este desafio num mercado muito concorrencial, a ADV estruturou-se em torno de dez escritórios regionais: Argel (Argélia), Abidjan (Costa do Marfim), Douala (Camarões), Kinshasa (RDC), Bangui (RCA), Joanesburgo (África do Sul), Adis Abeba (Etiópia), Lagos (Nigéria), Dakar (Senegal) e Antananarivo (Madagáscar). Estes polos têm como missão recolher, processar e divulgar as informações nas regiões envolvidas.

As equipas da agência ADV cobrirão os eventos africanos 24 horas por dia com profissionalismo. «Os nossos repórteres de tudo farão para que sejam respeitadas a fiabilidade, objectividade e neutralidade. Temos como vocação tornarmo-nos numa marca forte, que colocará o seu papel pan-africano e cívico acima de tudo», garante Toussaint Alain.

Graças à sua rede de correspondentes, a ADV irá fornecer uma cobertura completa da actualidade africana sob a forma de texto, fotografias, vídeos e tratamento de imagem. Serão abrangidas todas as temáticas: política, economia, ambiente, cultura, comunicação social, alta tecnologia e tecnologias, sociedade, grandes eventos desportivos continentais ou mundiais, etc..

Disponíveis em francês, inglês e árabe, os produtos e serviços da ADV serão transmitidos através de um site Internet, uma newsletter e uma aplicação para tablets e smartphones. A ADV também estará presente nas redes sociais: Twitter, Facebook, YouTube, Instagram e Google+. A agência irá ainda recorrer às aplicações de mensagens instantâneas para comunicar com os internautas por meio destas plataformas.

A ADV compromete-se a diversificar a sua oferta para se posicionar como agência multimédia de referência e uma das principais fontes de informação em África e sobre África. O grupo prevê uma diversificação na rádio e na televisão. «Antes de lançar estas correntes temáticas, a prioridade é reforçar a identidade da ADV, clarificar a sua linha editorial e propor conteúdos coerentes com a visão dos seus criadores», explica Alain.

Por fim, a ADV pretende consolidar a sua implantação continental e internacional. «Graças a acordos de cooperação, estamos a considerar uma implantação integral da nossa agência no mundo, em particular na Ásia, na Europa e na América. Para tal, apoiar-nos-emos numa rede de meios de comunicação parceiros em África e fora do continente», conclui Toussaint Alain.

Partilhe este Artigo