A balança comercial angolana registou um aumento superior a 17% no segundo trimestre de 2018 face aos três meses anteriores, alcançando um saldo positivo superior a 1,618 biliões de kwanzas (5.600 milhões de euros) naquele período. Portugal voltou a ser o país que mais vendeu a Angola nesse período, ultrapassando a China.

Segundo o relatório do comércio externo do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, as exportações angolanas subiram, em valor, 18,5% no segundo trimestre do ano, face ao anterior, para 2,356 biliões de kwanzas (8.155 milhões de euros, à taxa de câmbio de então), essencialmente em petróleo bruto.

Face ao período homólogo de 2017, as exportações registaram um aumento de 75,9% do valor total.

As importações também cresceram, 20,5%, face ao trimestre anterior, para 737.945 milhões de kwanzas (2.554 milhões de euros, à taxa de câmbio de então) em três meses, entre Abril e Junho de 2018, traduzindo-se num saldo positivo de 1,618 biliões de kwanzas (5.600 milhões de euros à taxa de câmbio da altura), já incluindo reimportações e reexportações.

Face ao mesmo período, mas de 2017, o volume das importações registou um crescimento de 41,4%.

O saldo da balança comercial angolana continua a ser influenciado, segundo o documento do segundo de trimestre 2018, pelo “comportamento do preço do petróleo, principal produto de exportação de Angola”.

Durante o segundo trimestre de 2018, com a cotação no mercado internacional a subir, Angola exportou 2.265 biliões de kwanzas em petróleo (7.840 milhões de euros, à taxa de câmbio de então), mais de metade para a China.

Em valor, tratou-se de um aumento de 18,4% face aos três meses imediatamente anteriores, segundo a contabilidade disponibilizada pelo INE.

Portugal recupera vendas para Angola

Portugal voltou a ser o país que mais vendeu a Angola no segundo trimestre de 2018, com um crescimento das exportações superior a 61% face ao período anterior, chegando aos 129.085 milhões de kwanzas (446 milhões de euros).

Os dados constam da folha de informação rápida sobre comércio externo relativo ao segundo trimestre de 2018, elaborado pelo INE. O documento confirma que Portugal voltou a ultrapassar a China (importações angolanas), com um volume de negócios que se ficou pelos 85.044 milhões de kwanzas (294 milhões de euros, à taxa de câmbio de então).

No trimestre anterior (Janeiro a Março), a China liderou entre os países que mais venderam a Angola, num volume total de 105.500 milhões de kwanzas(399 milhões de euros, à taxa de câmbio de então), tendo destronado, na ocasião, Portugal do primeiro lugar.

O documento do INE refere que Portugal atingiu uma quota de 17,5% de todas as importações angolanas.

A China, que viu as compras angolanas caírem 19,4% do primeiro para o segundo trimestre de 2018, representa agora uma quota de 11,5% do volume total importado por Angola.

Durante o período analisado pelo INE, o Reino Unido viu o seu volume de importações crescer 7,3 vezes, tornando-se assim o terceiro principal país fornecedor de Angola.

No segundo trimestre, as importações de origem britânica alcançaram os 62.613 milhões de kwanzas (216 milhões de euros, à taxa de câmbio de então), um aumento de 631,3% face aos 8.562 milhões de kwanzas (29 milhões de euros).

No plano inverso, a China reforçou a posição de maior comprador de Angola, com uma quota de 57,9% das exportações angolanas no período analisado (essencialmente petróleo). Traduz-se em vendas globais de 1,363 biliões de kwanzas (4.718 milhões de euros, à taxa de câmbio de então), um crescimento superior, em valor, a 24%, face às compras realizadas pela China no primeiro trimestre de 2018.

O petróleo bruto representou um peso de 96,1% de todas as exportações angolanas no segundo trimestre de 2018.

Portugal foi apenas o oitavo destino das exportações angolanas, representando um volume de negócios de 55.498 milhões de kwanzas (192 milhões de euros, à taxa de câmbio da então), com um aumento de 1,8% face ao trimestre anterior, mas ainda assim uma quota de apenas 2,4%.

Globalmente, as exportações angolanas aumentaram 18,5% no segundo trimestre, para um volume de negócios total de 2,356 biliões de kwanzas (8.156 milhões de euros, à taxa de câmbio de então), acompanhando o aumento das importações, que também cresceram, 20,5%, para 737.945 milhões de kwanzas (2.554 milhões de euros, à taxa de câmbio de então).

Durante segundo trimestre de 2018, a balança comercial de Angola, incluindo reimportações e reexportações, registou um saldo positivo superior a 1,618 biliões de kwanzas (5.600 milhões de euros), um aumento superior a 17% face ao período anterior.

Lusa

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