Júlia Ferreira, porta-voz da CNE, está a apresentar os primeiros resultados provisórios das eleições de ontem, violando desde logo a lei eleitoral que, nos seus artigos 130 e 131, diz que essa divulgação deve basear-se nos apuramentos provinciais e não, como está a fazer a CNE, nas actas-síntese.

Como reacção a esta violação da lei, resultante da pressão política iniciada pelo MPLA ao dizer que vencera com maioria qualificada o pleito (68%), os comissários políticos dos partidos da oposição preparam-se para, em conjunto, se demarcarem desta iniciativa da Comissão Nacional Eleitoral.

O apuramento feitos pelos partidos, no caso MPLA e UNITA, baseia-se esse sem qualquer violação da lei, nas actas-sínteses fornecidas pelos seus respectivos delegados às assembleias.

Recorde-se que a UNITA diz venceu o escrutínio em 11 das 18 províncias de Angola.

A disparidade de resultados revelados pelos partidos está a adensar perigosamente o clima social e político do país. Sendo certo que só à CNE cabe divulgar os resultados, esta mostrou mais uma vez não estar à altura para realizar um acto desta envergadura, mostrando assim estar cada vez mais dependente das ordens superiores dadas pelo MPLA.

Eis os dados apresentados:

Assembleia de voto: 25.474 – 64,57%, mesas 16.693 – 65%
Eleitores- 5.938.853 – 86,74%
MPLA – 2.802.206 – 64,57%
UNITA – 1.043.25.5 – 24,40%
CASA-CE – 371.724 – 8,56%
PRS – 5.9357 –  1, 37% 
FNLA – 4.1034- 0,95%
APN – 22471 – 0, 52%.

O MPLA fala em maioria qualificada mas ainda não existe, pois para a cifra teria de alcançar 66,66%, o que ainda não acontece mas é a pretensão da fraude e para lá caminha.

Notícia em actualização.

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