Já não me choca, nunca me chocou, ao ver o João Pinto chocado com a voz do bom senso. A sua evolução na indústria do disparate é tão acelerada, vasta e anedótica que quase nos parece ter como principal objectivo que o seu pensamento bacoco se transforme em epidemia ou pandemia, com a ambição de assim poder proteger e beneficiar o Reigime parasitário angolano.

Por António Kaquarta

F elizmente, ao que parece, usando uma linguagem da Economia, a propensão marginal para o consumo aparenta ser, cada vez mais, decrescente, no universo dos cidadãos com capacidade racional, com um sentido crítico, não programado pelo bolor da Universidade do Catambor.

O João Pinto, o multitítulos moço de recados, resolveu confrontar o Reginaldo Silva. Este, pessoa de elevadas perspicácia e inteligência, demonstrou ser capaz de incomodar (chocar) o acefalismo, sanzaleiro e patego, do galináceo infantil, no que concerne à injustiça de existirem presos políticos em Angola e de um poder Judicial que é Feudal.

O João invoca a Constituição, com muita insistência, para tentar cosmetizar a prepotência. De acordo com a lógica que emana do pensamento do João, se, antes ou depois da manhã do próximo 4 de Fevereiro, os heróis quebrarem as algemas, de acordo com a Constituição do João, irão todos para a Prisão. Ao que parece, o João não acredita no evolucionismo porque estagnou nos ideais do colonialismo.

A que Constituição se refere o João? Aquela que ele defende para continuar a mamar nos tetos da contradição e ambiguidade e, assim, sobreviver como arauto, mulher de má nota, na normalização e legalização da batota?

Há muito tempo que percebemos que a tal Constituição, atípica, é uma mulher de má nota que vive num luxuoso bordel e pode ser violada apenas pelos altos dirigentes do Reigime e seus familiares mais directos. Não percebemos porque é que o João tenta apresentá-la como mulher séria, virgem, imaculada!

Os juristas de países democráticos, desenvolvidos, com universidades nos patamares mais elevados na nvestigação e ensino do Direito, se ouvirem o João a berrar, afirmando que o Poder Judicial angolano é independente do Comandante-Chefe dos Poderes Executivo e Legislativo, só poderão soltar gargalhadas de nojo e desprezo.

O Presidente da Reipública de Angola não tem competência mas tem poder para fazer o que muito bem lhe apetecer, até o, extraordinário, de promover um galináceo infantil a deputado e a professor universitário.

Se o João tentar ser um pouquinho racional, só poderá concluir que isso não lhe faz mal. Qualquer pessoa minimamente bem formada concluirá que a actual argumentação do João está enferrujada, anquilosada.

Liberdade para os presos políticos em Angola, JÁ.

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